O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho afirmou esta quinta-feira que o aumento de caudal do rio Mondego levou cerca de 20 pessoas a abandonar as suas casas desde segunda-feira.
José Veríssimo disse à agência Lusa que cerca de 20 pessoas tiveram de abandonar as suas casas devido às cheias e estão a ficar em casas de familiares até poderem regressar e que neste momento uma das ocorrências mais frequentes no concelho são as derrocadas, pois os terrenos estão encharcados.
O autarca assegurou que, embora as pessoas que abandonaram as suas casas tenham arranjado alternativas, o município tem também soluções para realojar munícipes afetados.
O presidente desta autarquia do distrito de Coimbra garantiu ainda que uma das preocupações neste momento é a “exaustão das pessoas” face à situação vivida nos últimos dias.
“É uma situação que é lenta, portanto, acaba por fugir das pessoas, deixa as pessoas um pouco em pânico”, disse, adiantando que, embora a subida das águas decorra de forma lenta, continuam a subir.
“A Câmara Municipal fez tudo o que estava ao alcance para minimizar tanto esta subida das águas”, como a situação de “instabilidade para as pessoas”, garantiu, assegurando que o município tem equipas no terreno “a dar todo o apoio necessário às populações”.
Em Ereira os acessos continuam condicionados e somente as viaturas dos fuzileiros e dos bombeiros conseguem fazer ligações terrestres à freguesia com 650 habitantes.
“O próximo plano, quando não der para andar de viatura pela estrada serão os barcos que irão funcionar. Mas às pessoas nada vai falhar, nem faltar“, acrescentou José Veríssimo.
Quanto a prejuízos, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho frisou que só no fim serão feitas contas e que para já a sua preocupação é com as pessoas.
“Só no fim é que iremos fazer as contas, os prejuízos serão sempre avultados, mas não há prejuízo maior que é uma perda de uma vida, e é isso que eu quero evitar”, concluiu.
O município anunciou esta quinta-feira de manhã que a escola das Meãs, igualmente no Baixo Mondego, iria estar encerrada por motivos de segurança.
Na mesma ocasião, a autarquia referiu que a “Estrada Nacional 111, em frente aos semáforos das Meãs do Campo, bem como as ruas professora Natália Cerveira (em frente à escola) e Manuel Jardim, estão cortadas à circulação rodoviária por motivos de segurança, devido a uma derrocada”.
“Os serviços de transporte público, em particular as linhas 221 e 220, encontram-se muito condicionados, podendo registar-se atrasos significativos”, disse ainda a autarquia.
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