Sábado foi dia de mais um clássico em que só a vitória interessava. Sob pena de verem o rival Benfica voltar a fugir no primeiro lugar, Sporting e FC Porto encontraram-se na 14.ª jornada da fase regular do Campeonato Nacional de basquetebol no Pavilhão João Rocha. A viverem fases distintas, os leões chegaram ao clássico num bom momento, que teve o seu pico na passada semana, com a vitória frente às águias no Pavilhão Fidelidade (87-78). Desta forma, o Sporting chegou ao segundo clássico seguido a apenas um ponto do rival e com três de vantagem para os dragões, que continuam a mostrar uma instabilidade incomum.

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“É um jogo muito entusiasmante [frente ao FC Porto]. Adoramos os grandes jogos, treinamos e preparamo-nos todos os dias para competirmos nestes jogos e a competição europeia deixa-nos ainda mais preparados para estes grandes jogos, como será frente ao FC Porto. O FC Porto não se está a sair tão bem esta época, mas têm uma equipa muito talentosa e, neste jogo, vão querer fazer o melhor. Vamos estar preparados. Estamos num bom momento, mas cada jogo é um novo jogo. É uma abordagem diferente, tudo volta a começar do zero. Vamos para o próximo jogo cientes de que tudo pode acontecer, por isso temos de jogar o nosso melhor basquetebol. Sinto-me sempre grato por poder representar o Sporting, pela oportunidade dada, por jogar com estes companheiros de equipa e esta equipa técnica, o que torna tudo ainda melhor. Estou a ter excelentes momentos”, antecipou o base Stephan Swenson.

“Vamos com a expetativa de vencer, é o nosso objetivo em todos os jogos e este não foge à regra. Vimos de uma boa vitória contra um adversário difícil como é a Oliveirense e queremos continuar a ganhar, agora fora de casa. Queremos aproximar-nos o mais possível do top 3. Há que dar mérito ao Sporting pois colocou o Benfica a fazer percentagens baixas de lançamento. São uma equipa que luta e que joga com muita garra e dedicação, por isso temos de estar atentos a tudo. É uma equipa bem organizada e que vem de uma derrota pesada na Europa, por isso queremos aproveitar esse cansaço e impor o nosso ritmo, mas vamos estar focados no nosso trabalho e não no que eles podem fazer. Queremos continuar a crescer. Acho que ainda temos uma margem de crescimento grande e ainda não encontrámos aquele flow em que todos nos sentimos confortáveis”, assumiu o também base Miguel Maria.

Com Diogo Ventura, Francisco Amarante, Maleeck Hardebn-Hayes, Robby Robinson e Brandon Johns, bem como Miguel Maria, Jhonathan Dunn, Cornelius Hudson, Robbie Beran e Javian Davis nos cinco iniciais, o início do clássico serviu para Johns receber o prémio de melhor jogador de janeiro do Campeonato, entregue pelo voleibolista Tiago Pereira. No arranque, Amarante somou três triplos e colocou os leões a vencer por 10-5, mas os dragões responderam e mantiveram o jogo equilibrado até ao fim do primeiro quarto, que terminou empatado com a concretização dos lançamentos de campo abaixo dos 50% (21-21). No parcial seguinte, Stephan Swenson e Wes Washpun começaram com triplos (25-24), antes de os portistas conseguirem um parcial de 9-0 (25-30). Contudo, o conjunto de Alvalade manteve-se dentro do resultado por conta dos tiros exteriores, recuperou com sete pontos seguintes e o intervalo chegou com novo empate a 21 (42-42).

Na segunda parte, o número de pontos continuou baixo, com o equilíbrio a manter-se até aos últimos três minutos do terceiro quarto, altura em que o FC Porto embalou num parcial de 11-0, entrando para os últimos dez minutos a vencer por quatro (16-20). Contudo, o Sporting recuperou no arranque do quarto período e voltou à dianteira com 11 pontos seguidos, que levaram Fernando Sá a parar o jogo (64-62) a 7.40 minutos do fim. Washpun reagiu com um triplo, com Tanner Omlid a responder da mesma moeda depois de John ter somado mais dois pontos (66-68). Os leões lá conseguiram somar um triplo, por João Fernandes, que manteve o jogo em aberto (69-70). Na fase final, Omlid apareceu no ataque e na defesa, colocando a sua equipa com quatro pontos de avanço, que passaram a sete com o triplo de Vladyslav Voytso (69-76).

Nos últimos dois minutos, Omlid colocou os dragões nos 80 pontos e viu uma falta técnica nos festejos, com Malik Morgan a falhar dois triplos pouco depois, valendo o acerto de Diogo Ventura na terceira tentativa (76-82). A 22 segundos do fim, o jogo voltou a parar, Morgan falhou novo triplo e uma falta de Ventura resolveu o jogo, que terminou com a primeira vitória do FC Porto frente ao Sporting na presente temporada, ao cabo de três jogos (76-82). O MVP foi Diogo Ventura, que apontou 18 pontos e cinco assistências. Por sua vez, Javian Davis conseguiu o único duplo-duplo do clássico, com 13 pontos e dez ressaltos. Este resultado mantém os dragões no quarto lugar, com 23 pontos, ao passo que o Sporting é segundo com 25. Quem pode aproveitar é o Benfica que, em caso de vitória em casa do Imortal, vai voltar a ter dois pontos de avanço.