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Carminho, Mariza, Salvador Sobral e Capitão Fausto em concertos solidários nos coliseus de Lisboa e Porto para ajudar vítimas das tempestades

Este artigo tem mais de 6 meses

O projeto nasceu num jantar, ganhou forma com um discurso de António José Seguro e atraiu dezenas de artistas sem cachê. Os bilhetes para 5 e 7 de maio já estão à venda.

O músico português, Salvador Sobral, durante o concerto no XXIV Festival Músicas do Mundo 2024, em Sines, 24 de julho de 2024. O festival decorre até 27 de julho. TIAGO CANHOTO/LUSA
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▲Ornatos Violeta, Slow J, Carminho, Salvador Sobral, GNR e Expensive Soul atuarão no Coliseu do Porto, no dia 7 de maio

TIAGO CANHOTO/LUSA

▲Ornatos Violeta, Slow J, Carminho, Salvador Sobral, GNR e Expensive Soul atuarão no Coliseu do Porto, no dia 7 de maio

TIAGO CANHOTO/LUSA

O projeto Concertamos Juntos vai reunir músicos como Capitão Fausto, Carminho, Mariza, Salvador Sobral e Samuel Úria em dois concertos de apoio às zonas afetadas pelas tempestades, nos coliseus de Lisboa e Porto, em 5 e 7 de maio.

De acordo com o anúncio efetuado esta segunda-feira pela promotora Ritmos, o primeiro concerto realiza-se no Coliseu de Lisboa, em 5 de maio, e conta com Mariza, Capitão Fausto, Tiago Bettencourt, Samuel Úria & os 12 ao Todo, Carlão e Ana Lua Caiano. Ornatos Violeta, Slow J, Carminho, Salvador Sobral, GNR e Expensive Soul são os nomes anunciados para o Coliseu do Porto, no dia 7 de maio.

A receita dos bilhetes de ambos os concertos “reverte na integra para a Cáritas Diocesana Leiria, para ajudar na reconstrução das zonas mais afetadas”, de acordo com o anúncio.

O fundador da Ritmos, João Carvalho, numa publicação na sua página na rede social Facebook, relata que “tudo começou num jantar com Samuel Úria e a vontade de fazer algo por Coimbra, e outras cidades afetadas” pelas tempestades que atingiram a Região Centro nos meses de fevereiro e março.

“Na mesma noite, ao ouvir o discurso [do então candidato presidencial] António José Seguro sobre a urgência do ‘conserto dos telhados’, a ideia ganhou nome e forma: nascia o Concerto dos Telhados que depois se transformou no Concertamos Juntos, recorda o responsável da Ritmos, produtora do conhecido Festival Paredes de Coura.

“O objetivo era simples, mas ambicioso: artistas sem cachet, produção sem custos da nossa parte, e cada bilhete vendido a reverter 100% para a causa”, prossegue João Carvalho, que obteve resposta positiva imediata do patrocinador, a operadora Vodafone, e o Alto Patrocínio do Presidente da República.

“O passo seguinte foi contactar os músicos. A onda de solidariedade foi tão avassaladora que, em poucos dias, tínhamos mais artistas disponíveis do que espaço no alinhamento”, afirma o promotor, garantindo que “o empenho de todos foi extraordinário”, e deixando o desafio para o público: “vamos todos juntos esgotar os coliseus”.

Os bilhetes já se encontram à venda nas plataformas habituais.

Na página do projeto Concertamos Juntos, que visa angariar dinheiro para o Fundo de Emergência de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin, da Cáritas Diocesana de Leiria, está também englobada a votação para a Canção do Ano dos Prémios Play, cuja gala se realiza a 23 de abril, com cada voto através da ‘App My Vodafone’ a ser convertido num contributo monetário; e “um grande evento gratuito, em Leiria”, em 23 de maio, “dedicado à comunidade da zona Centro”, para homenagear a força, a resiliência e a união demonstradas pelas populações afetadas”.

O projeto reúne, na totalidade, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, os produtores Ritmos e MOT e a operadora Vodafone.

“Todos os artistas, entidades e parceiros envolvidos participam de forma totalmente solidária, abdicando de qualquer cachet ou benefício financeiro e garantindo que o contributo gerado pela iniciativa é integralmente direcionado para quem mais precisa”, lê-se na página do projeto.

Dezanove pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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