A ex-procuradora-geral dos Estados Unidos foi chamada ao Congresso para testemunhar sobre a investigação aos ficheiros de Jeffrey Epstein. A audição está marcada para esta terça-feira, 14 de abril, mas já é conhecido que Pam Bondi não vai comparecer para prestar declarações.

O Comité de Supervisão do Congresso chamou-a a depor no mês passado, ainda antes de Donald Trump a demitir do cargo a 2 de abril, substituindo-a por Todd Blanche.

Menos de uma semana após a demissão, o Departamento de Justiça (DOJ) informou que a antiga Procuradora-Geral não iria responder. “Pam Bondi não comparecerá no dia 14 de abril para prestar depoimento, uma vez que já não é procuradora-geral e foi intimada na sua qualidade de procuradora-geral”, referiu um porta-voz do comité, citado pelo The Hill. “O comité irá contactar o advogado pessoal de Pam Bondi para discutir as próximas etapas para remarcar o depoimento.”

Porém, para alguns dos democratas presentes no comité, Pam Bondi tem a obrigação de testemunhar no Congresso.

“A nossa intimação bipartidária foi muito clara: Pam Bondi deve testemunhar amanhã [esta terça, 14 de abril], quer seja ou não procuradora-geral”, declarou na rede social X o congressista Robert Garcia. “Se não aparecer, vai ser acusada de desobediência.”

Também o democrata James Walkinshaw, eleito pela Virgínia, sublinhou numa entrevista que Bondi deve depor. “Ser despedida não é desculpa para ignorar a nossa intimação bipartidária. Compareça ou enfrentará uma acusação de desrespeito” ao Congresso.

Os democratas defendem que, uma vez que a intimação nomeia Bondi, a antiga procuradora deverá ser ouvida no Congresso. O The Hill nota que já foram ouvidos antigos responsáveis que já não estão nos cargos, como o antigo procurador-geral Bill Barr e Alex Acosta, antigo secretário do Trabalho.

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