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A poucos dias de se assinalarem os 40 anos do desastre de Chernobyl, o procurador-geral ucraniano acusou a Rússia de lançar mísseis e drones cujo trajeto passa muito perto desta central nuclear desativada.
“É evidente que os voos sobre as infraestruturas nucleares são realizados unicamente com o propósito de intimidação e terror”, sublinhou Ruslan Kravchenko disse em entrevista à Reuters
O procurador explicou que Chernobyl têm estado no percurso de voo de mísseis hipersónicos russos Kinzhal desde o início da guerra. Mas a central, que está desativada, não terá sido a única no caminho dos ataques russos. Kravchenko afirmou que os mísseis e drones também passaram perto da central de Khmelnytskyi — uma de quatro ativas em território ucraniano.
Segundo Kravchenko, 35 mísseis Kinzhals foram detetados a várias distâncias num raio de 20 quilómetros da central de Chernobyl ou Khmelnytskyi. Desse total, 18 passaram no mesmo voo a cerca de 20 quilómetros de ambas as centrais.
A Ucrânia tem ainda registo de três casos separados em que os Kinzhal caíram durante o voo e a cerca de dez quilómetros das infraestruturas de Khmelnytskyi. Kravchenko adiantou que não foi possível apurar o motivo da queda e que os mísseis não tinham sido intercetados.
Além dos mísseis, desde julho de 2024 a Ucrânia detetou 92 drones num raio de cinco quilómetros do escudo de contenção de radiação do reator 4 de Chernobyl. “Voos deliberados com poderosas ogivas sobre uma infraestrutura nuclear são no mínimo extremamente irresponsáveis”, denunciou Kravchenko.
Em fevereiro do ano passado as autoridades ucranianas disseram que um drone russo atingiu e danificou o escudo de contenção. A Rússia negou as alegações a afirmou que Kiev seria responsável por esse ataque.
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