Trinta e cinco medicamentos, entre os quais uma vacina pneumocócica e antibióticos usados no tratamento da bactéria Helicobacter pylori, da tuberculose e de infeções do trato respiratório, estão temporariamente proibidos de exportação desde esta quarta-feira, segundo o Infarmed.
A lista divulgada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), que contém mais sete medicamentos comparativamente a abril, integra fármacos usados no tratamento de problemas de circulação, da infeção por VIH, da hipertensão, da insuficiência cardíaca aguda, entre outras doenças.
Esta lista de medicamentos cuja exportação é temporariamente suspensa é definida todos os meses e inclui os fármacos em rutura no mês anterior cujo impacto tenha sido considerado médio ou elevado, bem como outros que estejam a ser abastecidos ao abrigo de Autorização de Utilização Excecional (AUE).
A proibição destina-se a assegurar o abastecimento do mercado nacional e aplica-se a todos os intervenientes do circuito, incluindo aos fabricantes. O Infarmed monitoriza diariamente a informação sobre as faltas, as ruturas e as cessações de comercialização, para identificar e evitar situações críticas que possam afetar a disponibilidade dos medicamentos.
A autoridade nacional do medicamento integra a rede europeia de pontos de contacto das autoridades nacionais competentes, da Agência Europeia de Medicamentos (EMA na sigla em inglês) e da Comissão Europeia que, desde abril de 2019, é utilizada para a partilha de informação sobre ruturas de abastecimento e questões de disponibilidade de medicamentos autorizados na União Europeia.
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