A polícia de San Diego avança que foi “neutralizada” a ameaça no centro islâmico da cidade, após um caso de “atirador ativo”, segundo uma publicação na rede social X.

A polícia confirma que morreram cinco pessoas no centro islâmico de San Diego, incluindo os dois atiradores. Em conferência de imprensa, Scott Wahl, o chefe da polícia de San Diego, revelou que as três vítimas mortais, três homens, foram encontradas à entrada do centro. 

Um dos mortos é um dos seguranças do centro que, segundo o chefe da polícia, terá tido um “papel decisivo para ajudar a que isto não fosse muito pior”.

Segundo Wahl, os corpos dos suspeitos de autoria dos disparos foram encontrados “dentro de um carro”, perto do centro islâmico, com “ferimentos de bala auto-infligidos”. Os atiradores eram adolescentes, com 17 e 19 anos.

O FBI está a investigar as motivações dos disparos. Scott Wahl, da polícia de San Diego, explicou que “devido à localização do centro islâmico” as autoridades estão a investigar o assunto como “um crime de ódio até prova em contrário”. 

Alguns minutos antes, através do X, o Departamento Policial de San Diego falava numa situação “ativa, mas controlada”. Foi pedido à população para evitar a área de Eckstrom Avenue, onde fica localizado o centro.

As autoridades, segundo a AP, acreditam que existem pessoas atingidas pelos disparos. Uma testemunha que ligou para os serviços de emergência relatou à CBS News que ouviu pelo menos uma dúzia de disparos.

Ainda não são conhecidas informações sobre feridos. O hospital Sharp Memorial, em San Diego, revelou que “está a receber vários pacientes”, diz a CBS News, citando um comunicado do hospital. “Os nossos procedimentos de emergência foram ativados e estamos a coordenar com o Condado de San Diego e outros recursos para dar resposta ao incidente.”

As imagens televisivas, segundo a mesma fonte, permitem ver um forte dispositivo junto à mesquita que fica num bairro residencial e que é a maior do condado de San Diego. Tem uma escola onde se pode aprender a língua árabe, estudos islâmicos e o Corão.

Um dos atiradores roubou armas à mãe e escreveu carta de despedida onde mencionava “superioridade racial”

Horas antes da agressão, revelou a polícia de San Diego em conferência de imprensa, um dos adolescentes que levou a cabo este ataque roubou três armas de fogo da casa da mãe. O chefe da polícia de San Diego, Scott Wahl, explicou que a mãe do suspeito, de 17 anos, alertou as autoridades após notar o desaparecimento do filho, de um veículo e de várias armas guardadas em casa da família.

De acordo com Wahl, o facto de o adolescente estar na posse de três armas levou os investigadores a considerar que este poderia representar uma ameaça grave, o que elevou o nível da avaliação de risco durante as operações de busca.

Embora a polícia não tenha dito se se tratava do mesmo suspeito, revelou que um dos adolescentes deixou uma carta de suicídio e que nesta, encontrada pela mãe, tecia comentários sobre superioridade racial.

Um dos atacantes estaria ligado à escola secundária Madison, localizada a 1,6 quilómetros da mesquita, de acordo a investigação, que se encontra agora numa fase de obtenção de mandados judiciais para inspecionar as residências dos adolescentes.

Donald Trump descreveu ataque como “situação terrível”

Pouco depois do ataque ao Centro Islâmico de San Diego, o Presidente dos EUA disse aos jornalistas na Casa Branca que já tinha sido informado do ocorrido, lê-s-e na CBS News.

Classificando este ataque como uma “situação terrível”, Trump acrescentou que recebeu “algumas atualizações iniciais” e que irá “analisar a situação com muita atenção”.

Notícia atualizada às 8h40 de dia 19 de maio