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A Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) condenou um ato de vandalismo ocorrido esta quinta-feira junto à Sinagoga de Lisboa, classificando-o como “antissemita”. Em comunicado, a direção da CIL denunciou que foi feito um graffiti com a frase Free Palestine from the river to the sea (Palestina livre do rio ao oceano) no edifício Ventura Terra e no portão da sinagoga.
Lembrando que o ato surge após a divulgação pelo ministro da Segurança israelita de um vídeo em que ativistas detidos por Israel aparecem amarrados e obrigados a ajoelhar-se pelas autoridades enquanto ouviam o hino do país — o que já foi condenado pela comunidade internacional, incluindo por Portugal e por Netanyahu —, a CIL afirma que críticas políticas ao Governo israelita, ou “ações concretas dos seus ministros”, não podem servir de justificação para ataques a sinagogas ou comunidades judaicas na diáspora.
“A frase ‘from the river to the sea’ não é inocente, nem tão pouco é neutra. Trata-se, como é sabido, de um slogan amplamente associado à negação do direito à existência do Estado de Israel e utilizado como expressão e veículo de intimidação, hostilidade e ódio contra judeus em todo o mundo. Quando inscrita numa Sinagoga, o significado desta frase torna-se claro e inequívoco: ameaçar, intimidar e provocar medo a toda uma comunidade religiosa”, defende a Comunidade Israelita de Lisboa.
“Não há NENHUM contexto político, ideológico ou internacional que justifique o ódio generalizado contra judeus ou a intimidação e perseguição de comunidades judaicas. Portugal deve poder continuar a ser um país onde nenhuma comunidade religiosa viva com medo”, sublinhou ainda.
A direção da Comunidade Israelita de Lisboa apelou às autoridades para que identifiquem os responsáveis e atuem “com determinação e firmeza”. Entretanto, a Câmara Municipal de Lisboa removeu o graffiti que tinha sido feito no edifício e no portão da Sinagoga.