Oito pessoas que estavam desaparecidas há quase uma semana, na localidade de Daule, 360 quilómetros a sudeste da capital do Equador, foram encontradas sem vida. Os corpos foram descobertos dentro de sacos e com marcas de balas na cabeça. O mais velho tinha 31 anos; o mais novo apenas 15.

Segundo o jornal El País, os responsáveis pela investigação acreditam que as vítimas — alguns com relações familiares entre si, eram irmãos e primos — terão sido confundidas pelos autores dos assassinatos, que terão pensado tratar-se de membros de um gangue rival. Foram mortos por causa de uma disputa de território, na luta pelo controlo do tráfico de droga naquela região. Mas nenhum dos jovens mortos terá antecedentes criminais.

No dia 30 de maio, saíram de Daule em quatro motos em direção a Milagro, localidade a cerca de uma hora de distância. Foram encontrados cinco dias mais tarde, a 150 quilómetros de casa. E as autoridades admitem que os corpos possam ter sido transportados para aquele local já depois de os oito jovens e adultos terem sido assassinados.

Os funerais decorreram esta sexta-feira e o jornal espanhol escreve que centenas de pessoas participaram na homenagem aos oito habitantes de Daule. Os corpos foram enrolados em capas de plástico e cada um deles foi identificado por uma fotografia.

Anthony Martínez Sánchez tinha 23 anos, Juan Carlos Martínez Sánchez, 24; Roy Miller Martínez Bajaña era o mais novo e tinha apenas 15 anos; Jackson Geral Castro Oramas tinha 17; Ariel Stalin Ponce Vera eram um jovem adulto, de 20 anos; Ricardo Arturo Castro Bajaña tinha 28; Yeremi Arístides Castro López, 23; e Andy Santiago Sáenz Figueroa era o mais velho, com 31 anos.

Está agora em curso uma investigação para apurar as identidades dos autores do crime. A polícia equatoriana ofereceu uma recompensa a quem tiver informações que ajudem a chegar aos responsáveis pelos assassinatos.