Três cidadãos norte-americanos foram detidos pelo FBI na sexta-feira sob suspeita de conspirarem para apoiar a organização terrorista do Estado Islâmico (ISIS, na sigla inglesa), anunciou o departamento da Justiça norte-americano em comunicado. Bisaam Ghafoor (21 anos, Kansas), Elias Shamsaldeen (21 anos, Califórnia) e Bereen Dzayee (25 anos, Califórnia) doaram, em conjunto, mais de 2.000 dólares (cerca de 1.733 euros) a um indivíduo que acreditavam ser membro do Estado Islâmico.

Antes da detenção, o trio trocou mensagens nas quais defendiam ataques violentos a membros das Forças Armadas norte-americanas. Ghafoor escreveu que seria “de loucos” poder inscrever o seu nome num drone utilizado num ataque contra os EUA, enquanto Shamsaldeen admitiu o desejo de esfaquear um militar norte-americano. “Quem me dera poder matar 300 milhões de americanos”, disse Ghafoor noutra mensagem, numa referência à população dos EUA.

“Esta administração tem posto os terroristas, os cartéis e os gangues sob aviso”, afirmou o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche. “A detenção de três indivíduos que alegadamente conspiraram para prestar apoio material ao Estado Islâmico deixa clara a nossa determinação em desmantelar redes terroristas — onde quer que estejam. Graças à vigilância do FBI, o seu alegado plano foi desmantelado e foram evitados novos atos de violência contra militares norte-americanos.”

Em chamadas telefónicas, conversas no Discord e noutras plataformas de mensagens, os três norte-americanos discutiram vários planos para apoiar o Estado Islâmico através do envio de fundos monetários ou de serviços prestados pelos próprios. Nestas conversas, que começaram em fevereiro de 2025 e se mantiveram até ao momento da detenção, os três jovens admitiram que queriam viajar para fora dos EUA para participar — e, se necessário, morrer — em operações militares do Estado Islâmico. “Estes indivíduos terão jurado lealdade ao Estado Islâmico, planearam múltiplos ataques e até visaram militares norte-americanos — mas o FBI deteve-os”, disse o diretor do FBI, Kash Patel.