As medidas implementadas pelo Governo em 2024 para responder à falta de professores já permitiram atrair para a escola pública, no ano letivo 2025/26, 6.543 docentes, um valor superior aos cerca de 4 mil que se reformaram. Os dados foram divulgados pelo ministro da Educação esta quarta-feira durante uma audição regimental no Parlamento.

“Não tenho os dados finais das aposentações, mas estão estimadas em cerca de 4 mil. Isto quer dizer que estamos a aumentar significativamente o número de professores na escola pública”, afirmou o responsável pela pasta da Educação no ponto de situação do plano “+Aulas + Sucesso”, adotado há dois anos.

No ano letivo que está prestes a terminar, chegaram à escola pública 5.535 novos professores e 1.008 regressaram ao sistema pelo menos um ano após terem saído. Por outro lado, 2.232 professores em condições de se reformarem aceitaram prolongar a carreira e foram contratados 227 docentes do Ensino Superior ou investigadores doutorados.

Outra das medidas para atrair e reter professores na escola pública foi a criação de um apoio à deslocação, para docentes colocados em escolas longe de casa, e que chegou este ano, segundo a apresentação feita pelo ministro da Educação, a 7.122 profissionais.

No concurso externo extraordinário de 2025/26, anunciou ainda o governante, ficaram colocados 1.639 professores (o que significa uma ocupação de 91% das vagas).

Durante a intervenção inicial, Fernando Alexandre fez ainda um ponto de situação do processo de recuperação do tempo de serviço congelado durante o período de intervenção da troika, que já beneficiou 89.922 professores. Segundo o balanço feito pelo ministro, antes da recuperação integral do tempo de serviço (aprovada em 2024), apenas 32% dos professores estavam posicionados no 7.º escalão da carreira docente ou acima, percentagem que subiu para 63% após a segunda fase do processo, concluída em junho.