Em fevereiro, uma criança de dois anos foi declarada morta depois de ter sido retirada de uma piscina no quintal da casa da família, nos arredores de Phoenix, no Arizona. Apesar das manobras de reanimação realizadas pelas equipas de socorro e dos cuidados prestados no hospital, o menino foi dado como morto. No entanto, cerca de cinco horas mais tarde, Vincent foi encontrado a respirar numa sala utilizada como morgue da unidade hospitalar. A criança acabou por sobreviver e já teve alta, mas, segundo a Associated Press, os pais poderão ser julgados por negligência.

O alerta foi dado por volta das 17h30 de 8 de fevereiro. De acordo com a agência de notícias, apesar de dois agentes da polícia terem detetado, em várias ocasiões, possíveis sinais de vida na criança, Vincent acabou por ser encaminhado para a morgue do hospital, depois de ter sido declarado morto por um médico.

Foi apenas quando uma equipa do Instituto de Medicina Legal local se dirigiu à chamada “sala fria” que o menino foi encontrado a respirar. Perante a descoberta, a criança foi imediatamente transferida de urgência para outro hospital.

Em comunicado, o Mercy Gilbert Medical Center, para onde o menino de dois anos foi levado de imediato, afirmou que realizou “uma revisão completa de todos os aspetos dos cuidados prestados para compreender o que aconteceu” e que pretende fazer “mudanças significativas” para melhorar os cuidados, relata a CNN. A unidade classificou, ainda, o sucedido como uma “situação devastadora“, recusando-se a divulgar mais pormenores.

A polícia local remeteu o caso ao Ministério Público — que afirmou que estava a analisar o caso — defendendo que os pais do menino sejam acusados de negligência. Segundo os investigadores, havia portas abertas que poderão ter facilitado o acesso da criança à piscina sem supervisão, tendo sido detetado um forte odor a canábis na casa da família.

Entretanto, Scott Holden, o advogado do médico que declarou a morte de Vicent, disse à Associated Press que não faria uma declaração completa em nome do cliente, sublinhando “que há muito mais neste caso, tanto factual como médico, do que foi relatado até agora”.