Os professores que estão a corrigir provas dos exames nacionais vão receber horas extraordinárias. O anúncio foi feito este sábado, primeiro em conferência de imprensa pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, e mais tarde em comunicado pelo ministério da Educação.
“Em reconhecimento do esforço e do trabalho suplementar necessário para cumprir os prazos estabelecidos no âmbito do calendário da avaliação externa, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação informa que os professores classificadores serão compensados com o pagamento de horas extraordinárias pelo trabalho realizado durante o fim de semana”, lê-se na nota do Governo.
“Esta decisão foi comunicada hoje de manhã aos Agrupamentos de Exames do Júri Nacional de Exames (JNE). Aos elementos do EduQA/JNE que estão a trabalhar nas instalações da Imprensa Nacional – Casa da Moeda também serão pagas horas extraordinárias, tal como já anunciado. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação agradece o empenho, a dedicação, a disponibilidade e o sentido de responsabilidade de todos os professores e técnicos envolvidos neste processo”, conclui a nota.
“Nunca deixámos, nem deixaremos, os mais desprotegidos sozinhos”
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, o recém-nomeado porta-voz dos sociais-democratas, Sebastião Bugalho, tocou brevemente no “caos” que tem assolado o Ministério da Educação nos últimos dias e o período de correção dos exames nacionais, mas focou a sua intervenção nas medidas avançadas pelo Governo para alterar o arrendamento em Portugal.
“Não é uma conferência de imprensa para dizer que o PSD tinha razão”, começou o eurodeputado, garantindo que o Executivo de Luís Montenegro continua aberto a dialogar com os partidos de oposição, negando, “com tranquilidade”, que o país esteja “condenado à instabilidade política”.
“Em dois anos, este Governo apoiou mais do dobro que o PS nos seus oito anos no governo”, comparou Sebastião Bugalho, referindo-se aos apoios sociais às rendas promovidos pelos sociais-democratas. Promete, ainda, a entrega de 26 mil casas até ao final do mês de agosto e sublinha a necessidade de “dar confiança” aos proprietários, para garantir que os “250 mil fogos em condições de serem arrendados” entram no mercado.
“Nunca deixámos, nem deixaremos, os mais desprotegidos sozinhos”, acrescentou o porta-voz do PSD, garantindo que com as medidas aprovadas pelo Governo esta semana, os arrendatários “mais vulneráveis não serão prejudicados”.
Sebastião Bugalho rejeitou comentar a mais recente polémica envolvendo o ministro da Administração Interna, considerando que as explicações de Luís Neves sobre as obras em sua casa que foram contratadas ao empreiteiro que fez construções na Polícia Judiciária foram “mais do que suficientes”.
(Notícia atualizada às 13h07 com comunicado do ministério da Educação)