Começou no dia 11, acabou no dia 12. Tanto em Portugal, como em Inglaterra, como na Noruega, o terceiro jogo dos quartos de final começou num dia e prolongou-se até às primeiras horas deste domingo, já que as duas seleções europeias precisaram de prolongamento para decidir a terceira vaga nas meias-finais. O jogo começou com o benfiquista Andreas Schjelderup a estrear-se a marcar em Mundiais, depois de ter feito três assistências nos jogos anteriores. O extremo tornou-se no sétimo jogador do Benfica a marcar nos quartos de final, sendo que as águias são a única equipa portuguesa com jogadores a faturar nos quartos de final em diante. Jude Bellingham bisou e tornou-se no terceiro melhor marcador inglês em Mundiais, com sete golos. À sua frente estão apenas Gary Lineker (10) e Harry Kane (14).

O jogo de Miami foi histórico para a seleção inglesa, que bateu dois registos frente aos vikings. O mais avolumado diz respeito a Kane que, com a titularidade diante da Noruega, completou 120 internacionalizações ao serviço dos três leões e igualou Wayne Rooney no segundo lugar dos mais internacionais pela seleção inglesa. À frente do atual capitão está apenas o guarda-redes Peter Shilton, que fez 125 jogos. Por outro lado, Jordan Pickford cumpriu o 18.º jogo em Campeonatos do Mundo e tornou-se no inglês com mais jogos na história do torneio.

Contudo, o caso do jogo aconteceu na reta final da primeira parte, antes de Bellingham fazer o golo do empate. Aquando do pontapé longo de Orjan Nyland, a bola terá batido num dos cabos que suportam a câmara da transmissão que se encontra a sobrevoar o relvado, a chamada sky cam ou spidercam, o que terá resultado numa mudança da trajetória. Esse possível toque foi revelado pela Fox Sports, que garante que a bola tocou no cabo e que o jogo devia ter sido interrompido no momento, à luz das leis do jogo. Esse eventual toque também é confirmado pelas imagens frame a frame e ampliadas da estação alemã FussballTV, que captou o momento exato em que a bola tocou no cabo.

Entretanto, a FIFA reagiu a esse incidente ainda durante o jogo, explicando que o sensor da bola “não mostrou nenhum pico no ‘batimento cardíaco da bola’ quando ela estava no ar”. Nesse sentido, não há “nenhuma evidência de que a bola tenha tocado no fio aéreo” e alterado o seu movimento.

As imagens divulgadas pela organização que tutela o futebol mundial atestam essa versão, mas há um pormenor… ou um pormaior: as quatro antenas que estão conectadas à bola para captarem o sensor da bola estão colocadas à altura do relvado, o que poderá ter dificultado a captação do sinal à altura em que a bola estava. Esse dado é aferido pelo comentador brasileiro Leonardo Bertozzi com base no manual que detalha o uso da tecnologia, onde é indicado que “as antenas estão estrategicamente posicionadas ao redor do campo, para monitorizar com precisão milimétrica” os toques na bola. A transmissão é feita através de um “sensor UWB que transmite dados em tempo real para as antenas até 500 Hz”.

Atualizado às 2h27 com o vídeo da televisão alemã.