Um incêndio em Sobrosa, Paredes, deflagrou esta quarta-feira num armazém, alastrando a outros seis, e às 6h30 ainda estava ativo, disse fonte da Proteção Civil.
Fonte do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto disse que não há vítimas deste fogo, na rua da Estrada, cujo alerta foi dado às 4h41.
“O fogo começou num armazém e depois alastrou a outros seis contíguos, que são de proprietários diferentes. Não há registo de vítimas e a esta hora [6h30] o incêndio continua ativo“, adiantou.
Às 6h40 estavam no local 41 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 14 veículos.
O incêndio entrou em fase de rescaldo cerca das 7h30, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros de Paredes, José Morais.
“Trata-se de um conjunto de vários armazéns com atividades distintas, principalmente armazenamento de equipamentos, armazenamento para transporte de medicamentos urgentes, uma loja e um armazém grande de utilidades chinesas e [ainda] outro de equipamentos de som. Basicamente é um conjunto de cerca de 10 armazéns todos num só edificado”, adiantou.
De acordo com o comandante José Morais, quando os bombeiros chegaram ao local os armazéns estavam totalmente tomados pelas chamas. “Não havia qualquer tipo de compartimentação contra fogo. Só tivemos de fazer controlo. Havia outro armazém contíguo, mas não foi afetado”, disse.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Paredes, José Morais, disse que o incêndio já foi completamente extinto, estando agora a ser apurados pela Proteção Civil Municipal e pelas autoridades (PJ e GNR) os prejuízos e o número de funcionários que ali trabalhavam.
Prejuízos provocados pelo incêndio
A Proteção Civil Municipal de Paredes, distrito do Porto a fazer o levantamento do número de funcionários afetados e dos prejuízos provocados pelo incêndio que destruiu os 10 armazéns. José Morais considerou que o número de trabalhadores não será muito elevado, uma vez que se trata, na maioria dos casos, de armazenamento de diversos produtos distintos, sem laboração.
Apenas três armazéns tinham porta aberta, nomeadamente um mercado de produtos chineses, uma empresa de instalação de som e uma oficina mecânica de uma empresa de transporte de medicamentos urgentes.
“Aqui, o principal problema, que fez com que o incêndio tivesse a dimensão que abrangeu todos os pavilhões, é que na estrutura existente não existe nenhuma compartimentação contra incêndios”, salientou o responsável.
Nessas condições, “foi extremamente fácil as chamas progredirem em todos os pavilhões”, disse, salientando que “as próprias paredes exteriores não são de alvenaria, são também de chapa, tipo sanduíche, portanto, toda a estrutura acabou por colapsar, devido às altas temperaturas”.
Todos os armazéns têm o mesmo proprietário, que a Lusa contactou para obter mais esclarecimentos, mas sem sucesso até ao momento.
A Câmara de Paredes lamentou, entretanto, os danos materiais e os prejuízos causados para as empresas e os postos de trabalho afetados.
Numa resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, a autarquia esclarece que, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, esteve no local a acompanhar o incêndio.
Nesta fase, a autarquia encontra-se, ainda, a apurar os danos com os bombeiros e as autoridades competentes.