Luís Montenegro é o líder partidário melhor avaliado pelos portugueses, segundo uma sondagem da Universidade Católica (UC) para a RTP publicada esta quarta-feira. A média da nota dada ao primeiro-ministro pelos 996 inquiridos foi 10,2 valores, numa escala de 0 a 20.

Montenegro é apenas ultrapassado por uma outra figura de Estado: o Presidente da República, António José Seguro, obteve uma avaliação de 12,1 valores, recebendo 81% de avaliações positivas (10 ou mais valores) e 25% de avaliações muito positivas (16 ou mais valores).

Já o primeiro-ministro é avaliado positivamente por 64% dos inquiridos e muito positivamente por 10% da amostra. A avaliação média de Montenegro mantém-se praticamente inalterada desde abril de 2025, quando foi realizado o último estudo de opinião do género pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da UC.

Entre os líderes partidários, José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, encontra-se em segundo lugar com uma avaliação média de 9,8 valores enquanto André Ventura, presidente do Chega, é avaliado em 7,5 valores, correspondente ao oitavo lugar entre os 10 líderes partidários incluídos no inquérito.

No entanto, enquanto Carneiro tem apenas mais 0,2 valores do que Pedro Nuno Santos em abril de 2025, Ventura melhorou a sua avaliação em 1,3 valores. Ainda assim, o líder do Chega viu a proporção de avaliações positivas a diminuir de 59% para 39% durante este período.

No último lugar do pódio, está um político que, entretanto, deixou de ser líder partidário. Rui Tavares, que foi substituído este fim de semana por Jorge Pinto no cargo de co-porta-voz do Livre, mereceu uma avaliação média dos inquiridos de 9,3 valores. Em quarto lugar e quinto lugar, estão respetivamente a presidente da IL Mariana Leitão com 8,6 valores e o líder do CDS-PP e ministro da Defesa Nuno Melo com uma avaliação média de 8,4 valores.

Seguem-se Filipe Sousa do JPP (7,9 valores), Paulo Raimundo do PCP (7,6), André Ventura (7,5), José Manuel Pureza do BE (7,4) e, em último lugar, Inês Sousa Real do PAN (7,3). Quanto ao novo líder bloquista, apesar de melhorar significativamente a avaliação em relação a Mariana Mortágua no ano passado (6,7), pouco mais de metade dos inquiridos (52%) sabe dizer quem é Pureza.

País está pior mas portugueses não querem eleições antecipadas

Os quase mil inquiridos do estudo de opinião do CESOP também foram questionados sobre como avaliam o estado do país em relação ao inquérito feito há um ano. Mais de metade (51%) dos inquiridos respondeu que está pior, mais de um terço (35%) respondeu que está igual enquanto pouco mais de um décimo (12%) acredita que o país está melhor.

A saúde é considerada o principal problema do país por 17% dos inquiridos, seguindo-se a falta de liderança política do Governo (12%), o custo de vida (11%) e a habitação (10%). Entre outras opções menos populares entre os inquiridos encontram-se a imigração (5%), corrupção (5%), a economia (4%), a qualidade dos políticos (3%), a educação (3%), a carga fiscal (3%), justiça (2%) e segurança (2%).

Apesar da perceção negativa relativamente ao estado do país, 79% dos inquiridos consideram que o melhor para o país seria que a atual legislatura fosse cumprida até ao fim, em 2029. Por outro lado, 17% são a favor de eleições antecipadas e os restantes 4% não sabem ou não responderam ao que seria melhor para o país.

A sondagem aos 996 inquiridos foi realizada entre 6 e 10 de julho. Teve uma taxa de resposta de 34% e tem um nível de confiança de 95%.

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