A gestão dos hospitais de Pombal, Seia e Vila do Conde vai ser devolvida às misericórdias, avança esta quarta-feira o jornal Público. A informação foi revelada pelo presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, na sequência da assinatura do acordo na terça-feira para a passagem do hospital de São João da Madeira para a Misericórdia local por um período de 10 anos.

“Temos mais devoluções na calha: Pombal, Vila do Conde e Seia. Já estamos a trabalhar nestes três processos”, afirmou Manuel Lemos ao Público, que considerou que os modelos de transição definidos em relação às unidades de São João da Madeira e de Santo Tirso tornam “mais fácil e rápido” esse processo. Já a Direção Executiva do SNS não reagiu a estas informações.

Sobre o hospital de Santo Tirso, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas frisou também que esse processo de devolução está “quase concluído” e que falta só “acertar alguns detalhes”, depois de ter sido anunciado em 2024.

Na terça-feira, o Governo consumou o processo de devolução do Hospital de São João da Madeira, que deverá ter efeito a partir de 1 de novembro, implicando um pagamento de 13,9 milhões de euros do Estado à Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira no primeiro ano. Este valor será revisto anualmente.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu na assinatura do acordo, na terça-feira, que não existe “nenhuma obsessão” com a devolução de mais hospitais do SNS ao setor social. “Não temos nenhuma obsessão em fazer acordos como este. Se não for mais eficiente para o serviço público, não o fazemos. [Neste caso] o processo negocial que encetámos resultou numa solução que é mais benéfica para nós e para as pessoas”, disse.