Até junho, o setor do alojamento turístico registou proveitos de 3.148,3 milhões de euros e 36,8 milhões de dormidas, mês em que as dormidas de não residentes diminuíram pela primeira vez em oito meses, divulgou hoje o INE.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em junho, as dormidas de residentes aumentaram 3,8% (6,7% em maio) para 2,5 milhões, enquanto as de não residentes — que mantinham até este mês uma trajetória de crescimento iniciada em outubro de 2025 — caíram 0,6% (+1,1% em maio) para 5,7 milhões.
Segundo o INE, os maiores aumentos do número de dormidas registaram-se no Norte (+4,8%), na Grande Lisboa (+2,3%) e no Alentejo (+2,1%). As maiores quebras fizeram-se sentir no Oeste e Vale do Tejo e na Madeira (-6,6% e -3,3%, respetivamente).
As dormidas de residentes tiveram um maior crescimento na Grande Lisboa (+11,3%), no Norte (+9,2%) e na Península de Setúbal (+9,1%) e caíram mais nos Açores (-6,2%).
Já as dormidas de não residentes registaram uma quebra expressiva na região de Oeste e Vale do Tejo (-12,3%), seguido pela Península de Setúbal (-5,7%). Só nos Açores, no Norte (+2,6% em ambos) e na Grande Lisboa (+0,5%) foram sentidos aumentos.
No acumulado até junho, as estatísticas rápidas da atividade turística divulgadas esta sexta-feira pelo INE indicam que as dormidas ascenderam a 36,8 milhões, tendo os proveitos totais do setor do alojamento turístico somado 3.148,3 milhões de euros e os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) totalizado 2.371,1 milhões.
Olhando apenas para junho, o mercado britânico manteve-se como o principal emissor de turistas, com uma quota de 20,8%, tendo crescido 1,8%. Nos dois meses anteriores este mercado tinha registado uma quebra. Seguiram-se os Estados Unidos (11,5% do total), um mercado que cresceu 2,8%, e a Alemanha (10,9% do total), que caiu 4,9% mas mantém-se no pódio. O mercado emissor de turistas que mais cresceu em junho foi o Canadá (4%) e o que mais encolheu foi o francês (-7,9%).