A Administração do Porto de Aveiro (APA) assinou esta sexta-feira os autos de consignação da empreitada de construção de infraestruturas para a produção fotovoltaica para autoconsumo, num investimento de quase um milhão de euros, informou aquela entidade.

De acordo com uma nota de imprensa da APA, a empreitada em causa diz respeito a três de quatro lotes incluídos num concurso público lançado em agosto de 2025 para a instalação de estruturas fotovoltaicas no Porto de Aveiro.

Segundo a administração portuária, este ato assinala o arranque de um investimento estratégico que reforça o compromisso do Porto de Aveiro com a transição energética e a sustentabilidade ambiental.

“Com um investimento global de 972.748 euros, esta empreitada integra a Estratégia para a Transição Energética do Porto de Aveiro e permitirá aumentar significativamente a capacidade de produção de energia renovável para autoconsumo, reduzindo a dependência da rede pública de eletricidade, os custos associados ao seu consumo e a emissão de gases com efeito de estufa”, refere a mesma nota.

A iniciativa prevê a instalação de três Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC), localizadas no Terminal Norte, no Porto de Pesca Costeira e no Terminal de Granéis Líquidos.

De acordo com a APA, as novas unidades deverão atingir uma produção total estimada em 656.553,32 quilowatt-hora (kWh) por ano, permitindo alcançar um autoconsumo superior a 80%, contribuindo para uma redução significativa do consumo de energia elétrica e uma diminuição das emissões de gases com efeito de estufa.

Esta empreitada contará com o apoio do Fundo Ambiental, sendo financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) num montante de 499.946,99 euros.

Com este investimento, a administração portuária diz que reforça o seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, através da implementação de soluções que promovem uma gestão mais eficiente dos recursos energéticos e contribuem para uma infraestrutura portuária mais sustentável e resiliente.

“Esta iniciativa está alinhada com as metas nacionais e europeias de descarbonização, nomeadamente o alcance da neutralidade carbónica até 2050 e a redução progressiva das emissões de gases com efeito de estufa até 2030 e 2040”, adianta a nota de imprensa da APA.