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As notícias com Teresa Freire. Boa noite. Mais de 1200 operacionais combatem a esta hora três incêndios em Proença-a-Nova, Portel e Mirandela. Os dois focos de incêndio em Proença-a-Nova, no Distrito de Castelo Branco, já estão em fase de resolução. As chamas deflagraram perto das 16h da segunda-feira, numa zona de difícil acesso. O operacional da Proteção Civil, Miguel Oliveira, em declarações à Rádio Observador, num balanço feito por volta das 22h, revelou que ainda assim, estes três incêndios vão dar trabalho durante esta noite.
O incêndio de Alvito de Aveira teve o seu início ontem. Portanto, é sempre um incêndio que nos traz preocupação, no sentido de que todo o trabalho que foi desenvolvido, durante todo o dia de hoje, não tenha qualquer tipo de retrocesso. Há essa aposta no sentido de resolver o incêndio. O incêndio de Sedães, em Mirandela, é um incêndio um pouco diferente, inclusive na sua topografia. É um incêndio que também nos preocupa. Vamos ver como correrá hoje à noite, que se antevê um pouco mais úmida.
O operacional Miguel Oliveira, em declarações à Rádio Observador. Neste momento, em Proença-a-Nova, quase 600 operacionais mantêm-se no teatro de operações, apoiados por mais de 200 viaturas. Já em Sedães, no Conselho de Mirandela, quase 200 bombeiros continuam no terreno com quase 70 veículos. No distrito de Évora, o incêndio no Conselho de Portel continua ativo. Às 22h, a Proteção Civil avançou que tinha quatro frentes ativas. O operacional Miguel Oliveira revela que não há casas em perigo neste incêndio.
O incêndio de Portel é um incêndio maioritariamente em zona agrícola, portanto, com uma velocidade de propagação diferente, e que também nos traz essa preocupação. Foram mobilizados ao longo destas horas muitos meios para o teatro de operações. Vamos ver como corre também a estratégia montada.
O operacional da Proteção Civil, Miguel Oliveira, em declarações à Rádio Observador. A esta altura, estão mais de 300 operacionais no local, no incêndio de Portel, apoiados por mais de 100 viaturas. O IP2 continua cortado ao trânsito entre a zona da freguesia de Monte do Trigo e Portel. Na atualidade política, o antigo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, criticou o ruído mediático e político dos últimos tempos. O antigo chefe de Estado esteve hoje na entrega do Prêmio António Champalimaud, uma cerimônia que contou com a presença do primeiro-ministro, do presidente da Assembleia da República e do atual presidente da República. No discurso, António José Seguro insistiu que um pacto para a saúde é necessário, mas acabou por ver um antecessor roubar as atenções à saída do evento. Vasco Maldonado Correia.
Como quem não quer a coisa, Aníbal Cavaco Silva garante que está de fora, mas não resiste a um breve comentário.
Eu não quero acrescentar nada a todo o ruído político que anda por aí, que eu penso que não serve os interesses do país, porque eu estou neste momento na condição de reformado das questões de política.
Sobre a que ruído se refere, ao certo, o antigo chefe de Estado não explica, mas reforça.
Compreendam que eu não quero acrescentar nada ao ruído mediático que existe neste momento no país, demasiado intensivo e se calhar, muito pouco justificativo.
Cavaco esteve sentado ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, esse ainda menos falador, na cerimônia de entrega do Prêmio António Champalimaud 2026. Foi da plateia que ouviram o sucessor de ambos, António José Seguro, pedir a defesa do Serviço Nacional de Saúde.
É uma das grandes realizações da democracia portuguesa, porque nasceu de um princípio profundamente democrático, o de que a saúde é um direito de todos e não um privilégio de alguns.
Ideia que leva o presidente da República a insistir numa das principais bandeiras eleitorais.
É dever de todos melhorar uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. É esse o sentido do pacto para a saúde que lancei no início do meu mandato e para o qual é necessário canalizar todas as nossas energias.
António José Seguro esteve com o primeiro-ministro e com o presidente da Assembleia da República na entrega do Prêmio António Champalimaud. Este ano, os vencedores foram dois investigadores, o húngaro Botond Roska e o francês José-Alain Sahel, pelo trabalho que permitiu a deficientes visuais ou cegos devido a doenças da retina recuperarem a visão.
Vasco Maldonado Correia, a acompanhar a entrega do Prêmio António Champalimaud, em Lisboa. Na plateia, esteve também o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, o procurador-geral da República e a provedora da Justiça. O governo propõe uma taxa de 33% sobre os lucros extraordinários das petrolíferas. A verba vai ser destinada a apoios a famílias, bombeiros, o setor social e dos transportes. A medida consta da proposta de lei que cria a contribuição de solidariedade temporária sobre o setor petrolífero. Já foi entregue pelo Executivo na Assembleia da República e terá agora de ser apreciada pelos deputados. A parcela dos lucros das petrolíferas este ano que exceda em mais de 20% a média de 2024 e 2025 vai ser taxada em 33%. O governo justifica a medida com a subida dos preços dos combustíveis fósseis e com o crescimento excepcional das margens de lucro no setor petrolífero, em particular na extração e refinação. A receita arrecadada será afeta ao Fundo Ambiental e ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, deve ser utilizada exclusivamente no financiamento de medidas adotadas a partir de março deste ano. O diploma tem caráter extraordinário e temporário, aplica-se apenas ao período de tributação com início em 2026. Na atualidade internacional, foram ouvidas explosões na Ilha de Qeshm, na zona do Estreito de Ormuz. É uma notícia avançada pela agência de notícias estatal iraniana. Qeshm é a maior ilha do Estreito de Ormuz e está fortificada com uma rede subterrânea de lançamento de mísseis, que é utilizada para atacar navios. Esta terça-feira, o Irão já tinha dito que construiu instalações nucleares subterrâneas para se proteger de ataques. Ora, agora os sons que se ouviram na Ilha de Qeshm pareciam ter vindo do mar, mas ainda nenhuma fonte oficial avançou qual terá sido a causa. Mais um drone de origem desconhecida foi encontrado na Alemanha, desta vez a cerca de 1 km de uma base militar em Hanover. É o que avança o jornal alemão Bild, que confirmou a informação junto das Forças Armadas do país. O drone foi descoberto na segunda-feira pelas autoridades, mas não há, neste momento, indícios de perigo para o público. No local, está em andamento uma grande operação policial, depois de terem sido descobertos os destroços deste drone numa área aberta e desabitada. Ainda não se sabe quem é o proprietário do drone, nem a proveniência. Só quando forem recolhidas e analisadas outras peças é que vai ser possível obter mais detalhes sobre as circunstâncias do acidente. Tudo isso acontece numa altura em que o Serviço de Inteligência Estratégica da Rússia afirma que a NATO encontrou indícios de uma possível ligação da Ucrânia com o incidente que envolveu drones em Leipzig no último mês. No desporto, o Benfica joga amanhã frente ao AC Milan. O técnico das Águias espera adversidades, tendo em conta que as duas equipas estão habituadas a jogar na Liga dos Campeões. O Benfica entra em campo em Milão às 20h. Na antevisão à partida, Marcos Silva diz que jogar no estádio do San Siro vai ser muito difícil para os encarnados. Espera muitas adversidades.
Duas equipas que estão habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial, pelo que têm sido os últimos anos também em termos de competições europeias, mas a realidade é que estão ambas na Liga Europa. Nós tivemos que percorrer um caminho ainda mais difícil, que tivemos que jogar seis jogos para aqui estar, por circunstâncias diferentes. E um jogo muito complicado. Cada equipa que joga aqui, seja a nível interno como a nível europeu, de competições europeias, acaba por ter sempre grandes dificuldades, porque é um local difícil para jogar, pela qualidade da equipa, como se o Milan fosse jogar ao Estádio da Luz, teria essas mesmas dificuldades também.
Marcos Silva, na antevisão ao jogo frente ao AC Milan. Já do lado da equipe italiana, o treinador Ruben Amorim afirma que o Benfica tem capacidade de ganhar o campeonato nacional, mas alerta para a responsabilidade excessiva das equipas portuguesas nas competições europeias.
O Benfica pode vencer qualquer jogo, porque tem um grande treinador e porque tem os jogadores para isso. O que eu dizia em Portugal, digo aqui o mesmo em Itália. Acho que às vezes os clubes portugueses têm uma responsabilidade que não deviam ter, porque não têm as mesmas condições que alguns clubes e até propriamente que os clubes italianos. E, portanto, ainda estou a pôr mais responsabilidade do meu lado, mas era o que eu diria sempre em Portugal e é o que eu digo agora. Mas olhando para o treinador, olhando para a equipa, para a rotação que às vezes se pode fazer na liga portuguesa, é possível se correr tudo bem. Vejo um Benfica claramente muito forte, vejo uma identidade muito clara.
Ruben Amorim, na antevisão ao jogo desta quarta-feira. A partida entre o AC Milan e o Benfica tem início às 20h e conta com emissão especial aqui na Rádio Observador. Ponto final deste jornal da 01:00. A informação está de regresso com a síntese da 12h30.