Um tribunal do Senegal condenou três influencers do TikTok a penas de prisão e pagamento de multa por alegados insultos ao Presidente do país, Bassirou Diomaye Faye. O advogado dos influencers, Abdy Nar Ndiaye, afirma que os vídeos, publicados no TikTok, eram de caráter humorístico e que “não se justifica uma perseguição criminal”, refere a Africanews.
Um deles, Mandoumbe Diop, conhecido como Lamignou Darou e o “mais influente dos três”, segundo a Reuters, foi condenado a três meses de prisão efetiva, enquanto Magueye Diaw, conhecido como Oustaz Thiep, e Moustapha Ndiaye, conhecido como Ndiaye Touba, foram condenados a dois meses de prisão efetiva e ao pagamento de uma multa de 500 mil francos CFA (762,25 euros) cada.
Os três trabalhavam para o canal de comunicação online Feenal Digital, que se descreve como uma plataforma que “promove o Governo e as atividades do setor privado”, sublinha a Africanews.
O conteúdo produzido é considerado favorável ao antigo primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, que entrou recentemente em rota de colisão com o seu antigo aliado, o Presidente Bassirou Diomaye Faye, por divergências em relação à política económica e ao controlo do défice. Sonko acabou por ser demitido em maio, mas regressou ao poder como presidente do Parlamento senegalês, explica o Africa Business Insider.
Esta separação “adiciona uma dimensão política ao caso”, refere o jornal, apesar de não existirem indícios de que a condenação tenha motivações políticas. No entanto, o caso é considerado como um ataque à liberdade de expressão no país, segundo a Reuters e a Africanews.
[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS. Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]