A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou este sábado para o risco de tráfico de pessoas nas áreas afetadas pelo terramoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira, diante da vulnerabilidade de quem perdeu casa, meios de subsistência e apoio.
“As redes de tráfico tendem a aproveitar a vulnerabilidade e a urgência das comunidades afetadas para se aproximarem com falsas promessas de emprego, apoio financeiro, oportunidades educativas ou carreiras desportivas”, indicou Dayan Corrales, coordenadora do Programa de Tráfico de Pessoas da OIM na Colômbia.
Entre as principais situações de exploração encontram-se a exploração sexual comercial, o trabalho forçado, a mendicidade forçada, o casamento servil e a adoção ilegal, segundo o organismo, que alertou especialmente para os riscos para as pessoas alojadas em albergues coletivos temporários.
A OIM, que faz parte do sistema das Nações Unidas, recomendou às famílias que verifiquem se as ofertas de transporte, alojamento ou ajuda vêm de instituições oficiais e que consultem os funcionários humanitários antes de aceitar propostas de trabalho ou assistências que impliquem deslocar-se para fora da sua cidade ou do país. A Organização Internacional para as Migrações também lembrou que nenhum procedimento legítimo exige entregar documentos de identidade, próprios ou de menores, a particulares.
O organismo pediu, ainda, que seja redobrada a proteção de crianças e adolescentes, que devem permanecer acompanhados pelos seus familiares, e fazer uso responsável das redes sociais e aplicações de mensagem, onde ofertas falsas podem ser divulgadas.
A OIM informou que já está a trabalhar nas áreas afetadas pelo terramoto para identificar necessidades e riscos de proteção, e prepara ações de prevenção em abrigos e centros comunitários, além de divulgar os canais disponíveis para denunciar possíveis casos de tráfico.
O número de mortos pelo sismo que atingiu a Colômbia na passada segunda-feira subiu para 294, mais seis do que na última contagem de sexta-feira, enquanto o número de desaparecidos aumentou para 320, segundo um boletim divulgado hoje pela Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD). A agência aumentou ainda o número de feridos para 3.935 e informou que foram resgatadas 353 pessoas.