O duque de Sussex e as demais seis pessoas que perderam o processo contra a Associated Newspapers (ANL) tiveram esta sexta-feira conhecimento do valor a ser pago à empresa de comunicação para cobrir os custos judiciais com o processo: 9,5 milhões de libras (cerca de 11 milhões e 85 mil euros). Harry, o cantor Elton John, a atriz Elizabeth Hurley e mais quatro pessoas têm até às 16h do dia 28 de agosto para realizar o pagamento, noticiou o The Guardian.

Pode ser esta a primeira parcela paga ao tabloide inglês Daily Mail, que pertence à ANL. A empresa alega no processo ter gasto mais de 34,5 milhões de libras na sua defesa. Enquanto a ANL pediu um pagamento inicial de 9,9 milhões de libras, os advogados dos queixosos (Harry incluído) propuseram 7,9 milhões de libras. Mas o Supremo Tribunal britânico não acatou nenhum dos pedidos, definindo o valor inicial de 9,5 milhões de libras, sem impor um limite máximo para os valores que podem vir a ser cobrados no futuro.

Harry e outras seis pessoas decidiram ir juntos a tribunal contra o Daily Mail em 2022. No dia 7 de julho, todas as suas queixas foram arquivadas. Após um julgamento de 11 semanas em Londres, a sentença de 436 páginas deu a conhecer que o magistrado concluiu que não ficou provado que o tabloide recolheu informações de forma ilícita desde o início da década de 1990 — período que haviam especificado no processo.

O juiz terá descrito a conduta dos queixosos como “extremamente irracional”, segundo a Sky News. “As alegações, e a forma como foram apresentadas, articuladas, prosseguidas, mantidas e publicamente promovidas, envolveram uma combinação de circunstâncias e condutas que colocaram o litígio fora da conduta normal e razoável de um processo civil”, disse, como justificação aos valores que devem ser pagos, numa espécie de indemnização. O tribunal estabeleceu que qualquer pedido de autorização para recorrer das decisões deve ser feito até ao dia 2 de outubro e estará sujeito à aceitação do juiz, noticiou também a Sky News.

Esteve presente no tribunal o editor-chefe da ANL, Paul Dacre. Num comunicado publicado no seu site, o Daily Mail afirmou que as “alegações ultrajantes nunca deveriam ter sido levadas a tribunal”. E disse ainda, sem especificar nomes, que o facto de terem sido aceites levanta “questões perturbadoras sobre a conduta de certos elementos da classe jurídica”. O jornal considerou ainda que a sentença “constitui uma crítica devastadora à tentativa de destruir um jornal e a reputação dos seus jornalistas, editores e quadros executivos”.

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