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Freguesia de Rabo de Peixe lamenta comportamento de populares em operação da PSP

Junta de Freguesia de Rabo de Peixe lamenta profundamente os comportamentos de alguns habitantes durante uma operação policial. Reforça que não representam a maioria da população.

PSP
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▲Os comportamentos em nada representam a grande maioria da população de Rabo de Peixe

DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

▲Os comportamentos em nada representam a grande maioria da população de Rabo de Peixe

DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

A Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, nos Açores, lamentou esta sexta-feira “profundamente” os comportamentos de alguns habitantes durante uma operação policial desencadeada na quinta-feira e agradeceu o trabalho da PSP.

“Lamentamos profundamente os comportamentos registados após a operação policial, que em nada representam a grande maioria da população de Rabo de Peixe”, refere o executivo da Junta de Freguesia em comunicado.

A autarquia também condena “firmemente qualquer ato de violência, ameaça ou desrespeito contra as forças de segurança”.

A posição da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe surgiu após quatro viaturas com elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) dos Açores terem sido danificadas na quinta-feira, naquela localidade, por populares, situação que levou os agentes a efetuar disparos para o ar.

Na nota, divulgada na rede social Facebook, a autarquia da vila piscatória do concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, manifesta o seu “reconhecimento e agradecimento” à PSP “pelo importante trabalho desenvolvido na defesa da segurança” da população e, em particular, no combate ao tráfico de estupefacientes.

“A droga destrói vidas, famílias e comunidades. Alimenta a criminalidade, gera insegurança e medo e compromete o futuro dos nossos jovens. Por isso, todo o trabalho desenvolvido no combate ao tráfico e à circulação de droga é um trabalho necessário, que deve ser reconhecido e apoiado. Combater a droga é proteger as nossas famílias, os nossos jovens e o futuro da nossa vila”, acrescenta.

No entanto, a Junta de Freguesia diz que não pode permitir que os atos praticados por alguns “sejam utilizados para definir toda uma vila”.

Rabo de Peixe é “uma comunidade de gente trabalhadora, de famílias, jovens, idosos, comerciantes, associações e instituições que todos os dias contribuem positivamente para a nossa terra”, assegura.

Ainda de acordo com a nota, a autarquia presidida por Carlos Dias, entende que os acontecimentos reforçam a necessidade de “uma presença policial mais forte e permanente em Rabo de Peixe, sobretudo nas zonas identificadas como mais problemáticas, privilegiando a prevenção, a proximidade e o combate ao tráfico de estupefacientes”.

O Comando Regional da PSP dos Açores referiu, em comunicado, que a ocorrência se verificou no final da manhã de quinta-feira, após a realização de uma operação policial que culminou com a detenção, em flagrante delito, de oito suspeitos do crime de tráfico de estupefacientes.

Após a operação, quando o contingente da força de segurança se encontrava a abandonar o local, “as viaturas policiais foram danificadas através do arremesso de diversas pedras e barrotes de madeira”, adiantou.

Os arremessos provocaram alguns danos em quatro viaturas policiais e a Divisão Policial de Ponta Delgada está a desenvolver diligências para identificação dos autores, indicando que “foram já devidamente identificados dois suspeitos”.

A PSP esclareceu ainda que, “devido à grande afluência de pessoas no local, e de forma a terminar com os arremessos dos objetos contra as viaturas policiais, foram efetuados seis disparos de advertência para o ar”.

Segundo o Comando Regional, o arremesso dos objetos “não provocou qualquer lesão” nos agentes envolvidos nesta operação de “grande envergadura”, nem em “qualquer outra pessoa presente no local”.

A PSP deu na quinta-feira cumprimento, pelas 12h30 locais (mais uma hora em Lisboa), a vários mandados de busca, no porto de pescas de Rabo de Peixe. Os oito suspeitos foram detidos em flagrante delito.

A polícia apreendeu 962 doses de haxixe e 1.110 doses de cocaína e ainda dinheiro em numerário, numa quantia não especificada, alegadamente relacionada com o crime em investigação.

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