O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, criticou esta quarta-feira a decisão do Governo Regional de aumentar o preço do gasóleo agrícola a partir de setembro e pediu a correção desta “decisão injusta”.
A FAA refere em comunicado que, segundo um despacho publicado esta quarta no Jornal Oficial, a partir de 1 de setembro o gasóleo agrícola passa a custar 1,585 euros por litro, verificando-se uma subida de 16,3 cêntimos face a este mês (1,422 euros por litro).
“Num momento em que o preço do leite e da carne à produção descem e os fatores de produção chegam à região com sobretaxa, esta decisão revela uma total falta de sensibilidade para com os agricultores”, afirma Jorge Rita, citado na nota.
O dirigente alerta que a subida de 16,3 cêntimos no litro do gasóleo agrícola “irá estrangular ainda mais as margens já reduzidas dos produtores, afetando todos os setores da atividade agrícola”.
O também presidente da Associação Agrícola de São Miguel exige que o Governo Regional “corrija esta decisão injusta e adote medidas que defendam verdadeiramente quem produz”.
Jorge Rita alerta, ainda, que o setor agrícola açoriano “vive uma situação de grande preocupação”, com o Governo Regional a mostrar-se “incapaz de encontrar medidas que respondam às necessidades dos agricultores” ou de reclamar “junto da República os 26 milhões de euros que foram aprovados e são devidos à região”.
Os preços máximos dos produtos petrolíferos e energéticos nos Açores são “alterados no dia 1 de cada mês e nos montantes equivalentes à variação do valor do Preço Europa (PE) mensal”.
O aumento dos preços dos combustíveis acontece num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente e após o ataque dos Estados Unidos ao Irão, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais.