Hamilton é um dos melhores pilotos que já se sentaram num F1 e venceram campeonatos. Hoje com 41 anos e 392 Grandes Prémios disputados, já venceu 106 corridas e conquistou sete Campeonatos do Mundo. Depois da McLaren e da Mercedes, o piloto britânico conduz hoje para a Ferrari, ocupando actualmente o 3.º lugar do campeonato — com 12 corridas disputadas e 11 por disputar —, com o mesmo número de pontos do 2.º classificado e à frente do seu colega de equipa.
Lewis Hamilton possui uma fortuna estimada em 435 milhões de libras, aproximadamente 507 milhões de euros, o que o eleva ao estatuto de piloto mais rico que alguma vez venceu na F1. O curioso é que só agora, após tantas vitórias e campeonatos conquistados, o reputado piloto revela que adquiriu (por fim) o seu carro de sonho, pelo qual ansiava há muito.
Como acontece com a maioria dos pilotos de F1 de sucesso, o britânico não é estranho a carros valiosos, a maioria potentes ou luxuosos, que amealhou ao longo dos anos. Muitos deles estavam associados à sua passagem pelas equipas da McLaren e da Mercedes como piloto de fábrica, mas em 2025 livrou-se por completo dessa colecção, que vendeu por 13 milhões de libras, cerca de 15 milhões de euros. Juntamente com as memórias, foram-se modelos como o impressionante Mercedes-AMG One e o Pagani Zonda 760 LH, baptizado com as suas iniciais e que era um dos seus favoritos de longa data.
Assim que libertou a sua garagem particular dos modelos de colecção de outrora, Hamilton predispôs-se a adquirir novas “peças de arte” sobre rodas, que iniciou com a compra de um Ferrari F40, um exuberante desportivo fabricado entre 1987 e 1996, período durante o qual foram produzidas 1311 unidades, incluindo as destinadas à competição. Há várias características que tornam o F40 um modelo único, sendo as principais o facto de ter sido produzido para comemorar os 40 anos da marca e, sobretudo, ter sido o último carro aprovado pessoalmente pelo fundador Enzo Ferrari.
O F40 é um superdesportivo de estrada concebido como um carro de competição, com um chassis tubular reforçado por painéis em fibra de carbono e kevlar, para ser simultaneamente robusto e leve. Ao centro, atrás dos bancos, monta um 3.0 V8 biturbo que está acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades, e com os 478 cv que debita, associados a um peso de somente 1254 kg, promete impressionar qualquer um.
Hamilton procurou um F40 usado em bom estado, modelo que tem um valor no mercado próximo dos 2 milhões de libras (2,3 milhões de euros), apesar da Ferrari ter leiloado para caridade, em 1991 através da Sotheby’s, um exemplar em perfeito estado de conservação por 8,36 milhões de libras (9,8 milhões de euros). O F40 de Hamilton foi depois alvo das atenções dos técnicos da Ferrari, que o recuperaram por completo e elevaram ao estado de perfeição, antes de o piloto se sentar ao volante do seu novo “brinquedo”. E logo um que desejava há anos.