O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reconheceu esta terça-feira as más condições de algumas das esquadras da PSP da Madeira, sublinhando que são consequência de décadas de desinvestimento e que não é possível resolver problemas num dia.

“Não gostei do que vi em algumas das instalações da Polícia de Segurança Pública na Madeira”, afirmou o ministro, acrescentando que “não são compatíveis com a exigência da missão que o Estado lhes confia nem com a dignidade que lhes é pedida”.

Luís Neves falava na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.

“Estamos a falar de décadas de desinvestimento”, sublinhou, acrescentando que não pode prometer “resolver de um dia para o outro todos os problemas acumulados ao longo de muitos anos”.

“Mas, prometo que aquilo que vi não ficará esquecido numa pasta”, apontou.

O governante reconheceu também que as reivindicações por parte do Governo Regional, de autarcas e dos próprios polícias sobre um reforço do efetivo são legítimas.

Luís Neves disse, no entanto, que “não é possível responder simultaneamente a todos os pedidos de reforço sem reorganizar o dispositivo”.

O ministro da Administração Interna vincou ainda que quer “catapultar as forças de segurança”, assegurando que o Governo está determinado a fazê-lo.

Luís Neves termina esta terça-feira a sua primeira visita oficial à Região Autónoma da Madeira como ministro da Administração Interna, tendo visitado, ao longo de três dias, esquadras e outras instituições, além de ter reunido com o Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.