O ex-presidente do Júri Nacional de Exames disse esta quarta-feira que os problemas de digitalização dos exames nacionais já tinham ocorrido durante o projeto-piloto, mas a tutela não pediu um balanço nem existiram as habituais reuniões de avaliação.
Luís Duque de Almeida foi esta quarta-feira ouvido no parlamento sobre o teste-piloto do exame de Filosofia realizado em 2025, e revelou que os constrangimentos registados este verão durante o processo de digitalização dos exames nacionais “já tinham ocorrido no piloto”.
O antigo presidente do Júri Nacional de Exames (JNE), que saiu de funções a 9 de setembro de 2025, disse que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) “nunca pediu um balanço extraordinário” sobre como tinha corrido o projeto-piloto, acrescentando que “normalmente existiam reuniões de acompanhamento e avaliação externa, mas com esta tutela nunca existiu”.
Segundo Luís Duque de Almeida, nessas reuniões participavam os organismos envolvidos no processo de avaliação externa — o JNE, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, a inspeção e a Editorial do Ministério, que imprimia as provas.
“Normalmente existiam essas reuniões de acompanhamento e avaliação externa, mas nos últimos anos realmente não existiram”, disse o ex-presidente do JNE durante a audição parlamentar pedida pela Iniciativa Liberal.