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Jornal das cinco, com Luís Soares. O Chega vai votar a favor do requerimento do JPP, que propõe uma comissão de inquérito sobre a atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Judiciária.
Um requerimento que vai ser votado amanhã. Já o pedido do Chega, com o mesmo objetivo, ainda não foi admitido pelo presidente do Parlamento. Em declarações aos jornalistas em Loures, André Ventura assumiu ainda que o partido vai votar a favor de uma outra comissão parlamentar de inquérito aos problemas no arranque do ano letivo e nos exames nacionais, uma comissão que o PS já admitiu constituir.
O Chega vai votar a favor da comissão de inquérito, evidentemente. Nós sempre dissemos isto, não obstante o Partido Socialista ter usado isso como forma de desviar as atenções do caso Luís Neves, claramente, e ficou evidente no pedido de demissão de um ministro e não do outro. O Chega sempre disse que, para ser coerente consigo próprio e com as posições que tem assumido, o Chega não iria inviabilizar a comissão de inquérito proposta. Portanto, vai viabilizá-la e vai permitir que ela avance. Não sei se os outros partidos o farão também ou não. É importante que as famílias sintam que há um trabalho do Parlamento em relação àquilo que foi o caos na educação, nos exames, etc.
Ainda assim, o líder do Chega diz que esta comissão de inquérito a Fernando Alexandre não deve servir para desviar atenções dos diversos casos que envolvem Luís Neves. Quanto ao processo em torno do suposto assalto ao gabinete do Chega no Parlamento, André Ventura nega que o ato tenha sido encenado e acusa o PSD e o Livre de desvalorizarem o assunto. Pede também rapidez à Justiça.
Ouvi hoje o senhor procurador-geral da República também dizer que está nas prioridades do Ministério Público, uma sede que ardeu três vezes. Tivemos ameaças colocadas diretamente nos gabinetes do Chega. Eu acho que tudo isso mostra que, oiçam quem ouvirem, é preciso é que se chegue a conclusões rápido, senão ficará a ideia de que vale tudo, que a impunidade é total e que se pode fazer o que entender em matéria de violência política.
O tribunal já fez chegar ao Parlamento o pedido para chamar o líder do Chega, bem como outros dois deputados do partido a testemunhar sobre este caso do alegado roubo e vandalização do gabinete do Chega na Assembleia da República. André Ventura diz que quer colaborar com a Justiça. São declarações aos jornalistas esta tarde, à margem de uma visita ao bairro do Taludo Militar, em Loures, e já depois de ter ouvido as declarações do procurador-geral da República.
E Amadeu Guerra, o procurador-geral da República, garante que a Justiça está a trabalhar com rapidez nos inquéritos que envolvem o Ministério da Administração Interna e também o Chega.
Mas Amadeu Guerra não quis avançar com prazos para a conclusão dos inquéritos. Em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração do novo Palácio da Justiça de Beja, Amadeu Guerra só prometeu rapidez.
Estamos a trabalhar para que seja rápido.
A trabalhar para que seja rápido relativamente a estas questões do ministro da Administração Interna, poderá ser claro.
Tem diligências que estamos à espera que sejam feitas e, portanto, não vale a pena adiantar. Querem que eu vos diga em concreto o que estamos a fazer? Já agora, exatamente. Mas não posso. São os processos que a Justiça, eu não posso dizer o que é que acontece.
E mais não disse Amadeu Guerra, que recusou avançar com prazos para a conclusão dos inquéritos, tanto ao ministro da Administração Interna, mas também ao suposto assalto ao gabinete do Chega no Parlamento. Amadeu Guerra diz que está à espera de diligências que foram solicitadas. O Ministério Público tem três inquéritos abertos relacionados com as polémicas que envolvem Luís Neves. Há ainda um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa. Quanto ao inquérito ao diretor da PJ, Amadeu Guerra diz que é um inquérito como qualquer outro.
Ainda no setor da Justiça, o julgamento da Operação Marquês prossegue com José Sócrates, o principal arguido a deixar elogios ao atual primeiro-ministro.
É quando a Justiça se mistura com a política. José Sócrates diz que o grande mérito do atual governo foi recuperar os projetos que José Sócrates quis promover. Na sessão de hoje do julgamento, o antigo primeiro-ministro considera que o Executivo, liderado por Luís Montenegro, fez bem em recuperar projetos como o TGV, o novo aeroporto ou a terceira travessia sobre o Tejo. Já Pedro Passos Coelho mereceu críticas de José Sócrates por defender uma política de redução de investimento público e de austeridade, e não uma política expansionista. As declarações de José Sócrates ao tribunal, no âmbito da Operação Marquês, vão ser retomadas amanhã no Campus da Justiça.
E da Justiça vamos para a Saúde. A portaria que define os valores a pagar aos médicos tarefeiros deverá ser publicada no mês que vem.
Essa foi a garantia da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que, no entanto, não adianta os valores que lá vão constar.
A portaria será publicada durante o mês de outubro e é tudo quanto posso dizer sobre a portaria. Quando ela for publicada, o valor virá lá.
Ana Paula Martins recusou-se a comentar a posição do presidente da Associação de Médicos Prestadores de Serviços, que no Observador ameaça a tutela com uma paralisação massiva caso o ministério reduza os honorários desses profissionais. O Observador sabe, de resto, que a portaria em causa vai mesmo reduzir os valores pagos aos médicos tarefeiros.
Este vai ser o tema, já daqui a pouco, do Explicador. Na tarde política vamos conversar com Nuno Figueiredo Sousa, presidente da Associação de Médicos Prestadores de Serviços, precisamente sobre esta matéria e sobre a ameaça que está pendente de uma paragem destes médicos, caso o valor hora a pagar seja revisto para baixo. A Câmara Municipal de Sintra não consegue saber ao certo quantos alunos aguardam ainda colocação nas escolas do concelho.
Na sexta-feira, a Federação Nacional de Professores dava conta de mais de 740 alunos ainda sem vagas nas escolas de Sintra, mas esta manhã o ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse que esse universo é, afinal, muito mais baixo, mas não concretizou um número e até disse que o problema foi resolvido na semana passada.
A semana passada supostamente tinha ficado resolvido. Eu estou em contacto com a Câmara Municipal. Não tem nada a ver com os números que foram falados pela FENPROF, aliás, é o habitual. Os números que nós temos são muito inferiores a esses, mas as reuniões foram feitas na semana passada e supostamente o tema terá sido resolvido na semana passada, antes do início do ano letivo.
Garantia do ministro da Educação, mas o presidente da Câmara de Sintra explica que o município não consegue ao certo acompanhar a evolução da situação porque não tem acesso ao portal das matrículas. O presidente da autarquia confirma também que houve uma reunião no início do mês que permitiu colocar dezenas de alunos. Ainda assim, Marco Almeida explica que alguns continuaram sem vaga.
Não é possível à Câmara Municipal de Sintra dizer e afirmar quantos alunos ainda não têm turma atribuída. Isto porque
As inscrições são feitas através do Portal das Matrículas, que é uma plataforma gerida pelo Ministério da Educação. Eu desejo, já dei conta dessa disponibilidade, a Câmara Municipal de Sintra gostaria de ter acessos ao Portal das Matrículas para percebermos no nosso concelho, ao momento, em cada minuto, quantos alunos estão por colocar, até para que a Câmara também se possa envolver na procura de soluções para estes alunos que ainda não têm turma atribuída.
A expectativa do autarca Marco Almeida é que seja possível resolver a situação dos alunos sem escola no concelho ainda esta tarde, até porque está marcada uma reunião entre o ministério, o município e os diretores das escolas do concelho, à semelhança do que aconteceu ontem relativamente às escolas do município* de Lisboa, e que permitiu colocar mais de 600 alunos nas escolas da capital.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 15 de setembro.
A presidenta da Comissão Europeia criticou os mais recentes episódios a envolver a Rússia no Mar Báltico e na Lituânia. Ursula von der Leyen acusou o Kremlin de manter um comportamento imprudente e perigoso para testar a segurança europeia. Numa publicação na rede social X, a presidenta da Comissão garante que, em conjunto com a NATO, a Europa está a intensificar a pressão sobre a Rússia. O treinador do AC Milan, Rúben Amorim, garante que nunca esteve em cima da mesa regressar a Portugal e que nenhum outro convite, que não o do AC Milan, o fariam voltar a trabalhar já nesta fase. Perante a visão do jogo de amanhã frente ao Benfica, o treinador português foi questionado sobre se teve algum convite para treinar o Benfica na época passada. Rúben Amorim garante que o cenário de regressar a Portugal não estava em cima da mesa.
Era muito claro desde o primeiro dia que eu não iria treinar em Portugal. Essa foi a minha decisão, que eu iria parar e ter um ano parado com a minha família, que eu já ando a prometer há quatro anos. Isso era muito claro, mas depois o importante é perceber que eu recebi uma chamada do Milan, tive uma conversa com os donos do Milan e eles convenceram-me a começar a trabalhar mais cedo. E portanto, isso pra mim é o mais claro. Eu não ia trabalhar, claramente não ia trabalhar em Portugal, não ia voltar a Portugal neste momento. Surgiu o Milan, acho que nenhum outro convite me faria voltar a trabalhar.
Garantia deixada por Rúben Amorim um dia antes de jogar contra o Benfica para a Liga Europa. O AC Milan e Benfica está marcado para amanhã às 20h, no Estádio San Siro. É a primeira jornada da fase regular da Liga Europa de futebol. É um jogo que pode acompanhar, naturalmente, com relato e comentário aqui na Rádio Observador. E Ricardo, hoje é terça-feira, aquele dia de termos podcast Plus. Hoje há um novo, estreou.
Hoje temos uma estreia.
Exatamente. Conta a história de Annie Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE, que abandonou tudo para se juntar à revolução cubana.
Este novo podcast Plus chama-se "Os Escândalos de uma Revolucionária". Revela precisamente a história da filha de Silva Pais, um dos homens mais próximos de Salazar, que foi pra Cuba.
É verdade. Vivia em Cuba há dois anos com o marido, um diplomata suíço, quando desapareceu sem deixar rastro. Durante dois meses, ninguém soube nada dela.
Há pelo menos uma coisa que não bate certo. Annie escreveu duas cartas na mesma data. Raymond recebeu a primeira, onde a mulher o informava de que iria partir nesse mesmo dia pra Europa. Na segunda, enviada a Roberto Meléndez, a portuguesa também anunciava que iria viajar para o mesmo destino, mas só no dia seguinte. A maior prova de que algo de muito errado se está a passar reside no próprio papel da carta enviada a Meléndez. Esta mensagem não foi escrita em papel de telegrama. Vem numa folha com o timbre do Habana Riviera, o hotel cassino inaugurado dois anos antes da Revolução Cubana, no bairro de El Vedado, pelo gângster russo-americano Meyer Lansky. Esta mensagem é a primeira indicação que Raymond Candau tem de que a mulher, afinal, talvez estivesse mesmo no avião que aterrou na véspera na capital cubana, vindo da Cidade do México.
Um excerto do primeiro episódio de "Os Escândalos de uma Revolucionária" é o novo podcast Plus Observador, uma série narrada pela atriz Bárbara Branco, tema musical original de Frankish Chaves. A investigação e os guiões são da jornalista Inês André Figueiredo.
E como sempre, nas próximas semanas vamos ter um novo episódio todas as terças-feiras, disponível no site Observador, nas plataformas habituais de podcast e também no YouTube. E às vezes as pessoas perguntam-me: "Mas posso ouvir tudo? Não posso ouvir tudo? Tenho que ser assinante para ouvir os podcast Plus do Observador?" Não, a diferença é esta: os assinantes Standard ou Premium do Observador têm já hoje acesso aos seis episódios.
Podem ouvir tudo já.
Podem ouvir tudo de rajada. Quem não é assinante terá de esperar semana a semana para ouvir um novo episódio. E os assinantes também podem esperar semana a semana, não tem problema nenhum. Já está disponível o novo podcast Plus do Observador, "Os Escândalos de uma Revolucionária".