A construção de um espaço de dança para a Quorum Dance Company e a requalificação arrancaram sexta-feira, num investimento de mais de 2 milhões de euros, informou a Câmara da Amadora.

A autarquia revelou numa nota que a consignação da empreitada de execução do espaço de dança e requalificação do mercado da Damaia, na freguesia de Águas Livres, representa “um novo investimento na valorização do território e na criação de melhores condições para a comunidade”.

A intervenção contempla a construção de um novo espaço, destinado ao ensino e à prática da dança, assim como a requalificação do edifício existente do Mercado Municipal da Damaia, onde o novo equipamento será integrado.

A nova Academia de Dança será construída de raiz e a empreitada prevê “a conservação e recuperação de elementos existentes que apresentam sinais de degradação, contribuindo para a valorização e melhoria das condições do edifício”.

Será ainda intervencionada a área de acesso pedonal, através do alargamento do vão de ligação ao exterior e da introdução de novos materiais nas paredes, a reorganização da área das instalações sanitárias, com “a criação de novos espaços destinados à higienização pessoal e a serviços administrativos”, melhorando a funcionalidade e as condições de utilização do equipamento.

Para a autarquia, a reabilitação e modernização de estruturas existentes permite, simultaneamente, “melhorar as condições disponibilizadas à população e reforçar a oferta de equipamentos municipais, respondendo às necessidades da comunidade em áreas como a cultura, a educação artística e o desenvolvimento social”.

A obra, adjudicada por 2.001.192 euros, acrescidos de IVA, tem um prazo de execução de 364 dias.

“Este espaço histórico será modernizado, garantindo melhores condições para vendedores e clientes, e passará a acolher também uma nova escola de dança. É uma intervenção que valoriza o comércio local, preserva a memória da Damaia e cria novas oportunidades para a cultura e para toda a comunidade”, referiu, numa publicação nas redes sociais, o presidente da autarquia, Vítor Ferreira (PS).

Segundo o autarca, “além da recuperação e revitalização daquilo que é um mercado tradicional”, a obra inclui um “corpo autónomo com uma zona do espaço de dança” que, com a intervenção paralela no espaço público do largo do mercado, atrairá “novas atividades” e “vivência do espaço público e interação com o espaço de cultura”.

Citado numa nota da autarquia, Vítor Ferreira avançou que a ideia é construir naquela zona um polo cultural que interaja com o Cineteatro D. João V e, futuramente, com o Palácio dos Condes da Lousã.