O líder do Chega, André Ventura, considerou este sábado pior o primeiro-ministro ficar conhecido como “pai da incompetência e dos conluios do Estado” do que conotado com a austeridade.
“Acho que ninguém quer ser reconhecido, porque isso é mau e os portugueses não precisam disso, como o pai da austeridade, mas pior ainda é ser o pai da incompetência e dos conluios do Estado”, declarou André Ventura numa conferência de imprensa no Funchal.
O presidente do Chega reagia às declarações proferidas este sábado, em Braga, pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, o qual afirmou que não será “o pai da austeridade”, sublinhando que o Governo não alinhará em medidas facilitistas e voluntaristas que tornariam o dinheiro mais caro para Portugal.
“Os dois são maus, mas pai da incompetência e do encobrimento também não é bom”, complementou Ventura.
No seu entender, “o que se passa com Luís Neves (ministro da Administração Interna) é uma tentativa de encobrimento claro e o que se passa com os combustíveis, o preço dos combustíveis e dos bens alimentares é uma incompetência também pura”.
Disse que Luís Montenegro há mais de três anos defendeu ser necessário “baixar já o preço do IVA nos combustíveis”, numa altura em que os preços “não estavam nem um terço de proximidade com o que estão hoje”.
“O líder da oposição daquele momento compreenderá e aceitará que o líder da oposição de hoje peça que o IVA dos combustíveis desça”, vincou.
Questionado sobre a situação dos incêndios que têm ocorrido no país, o líder do Chega opinou ser impossível dizer que “são culpa do ministro da Administração Interna, porque não é correto e dependem muito das condições climáticas, climatéricas e do estado dos terrenos”, depois das intempéries.
“Mas, mais uma vez a prevenção falhou e mais uma vez estamos a pôr a vida dos bombeiros, da Proteção Civil e dos polícias em risco por falha brutal de prevenção”, considerou.
Segundo André Ventura, “diga o ministro da Administração Interna o que disser” fez-se “muito pouco” e para isso “basta ver o estado em que os bombeiros se encontram, as exigências e reivindicações que são iguais às que faziam há um ano”.
A limpeza dos terrenos “foi um desastre depois das tempestades”, disse, considerando que “é impossível combater fogos assim, quando o Estado é tão incompetente, não consegue resolver a ordenação do seu próprio território”.
André Ventura referiu que esta “não é uma questão criminal, mas é também uma questão da ineficácia do ministro da Administração Interna”.