A Câmara do Porto vai atribuir bolsas a 17 projetos de criação e investigação artística e a 12 espaços de programação da cidade, no âmbito do programa Criatório, foi esta segunda-feira anunciado.
Este programa, que contempla um valor total de 495 mil euros, recebeu este ano 196 candidaturas de projetos e 32 candidaturas de espaços, indicou a autarquia em comunicado divulgado esta segunda-feira.
Em termos de apoio a projetos de criação e investigação artística, foram selecionados os projetos de artes visuais “A Conspiração dos Pássaros” (Oficina Arara), “Aprender a Nadar” (Felícia Teixeira, João Brojo, João Campolargo Teixeira e Manuel Santos Maia), “Cooperativa de Lordelo do Ouro — Observatório de flutuações políticas numa economia marginal” (Associação FIELD), “E olhava a montanha, como o dorso de um dragão” (Rita Morais), “In the Storm” (Jiôn Kim), “Sesta Energética” (Letícia Costelha e Miguel Tavares), “Speculum Plantarum” (Miguel Costa [maarqa]) e “TV Maravilha — Deferred Transmission” (Ruben Santiago).
Foram ainda selecionados os projetos na área de música e de som “BÁRBARAS” (Inês Leal), “Língua Espúria PERF007” (Amuleto Apotropaico / Perf), “O silêncio tem som?” (Luís Figueiredo, Nils Meisel e Pedro André) e “Uma Linha de Luz na Água” (Nuno Aroso), os projetos de literatura e pensamento crítico “Estrume, Flor, Fruto” (Miguel Bonneville), “Maria José Silva, Família e Amigos” (Amparo99) e “Ritmos Dissidentes: Tempo, Género e Imaginações Ecológicas” (Sara Castelo Branco) e ainda os projetos de cruzamento disciplinar “Piromania” (Gil Delindro) e “Colapso” (Pedro Nora).
A cada um destes projetos será atribuída uma bolsa de 15 mil euros. O júri era composto pela curadora Agar Ledo, pelo programador cultural Luís Sousa Ferreira e pelo historiador da arte, escritor e curador Valentin Roma.
Os 12 espaços da cidade selecionados vão receber uma bolsa de 20 mil euros “destinada a financiar necessidades decorrentes da sua atividade de programação pública e regular ao longo de um ano” e são A Leste, A Piscina, Associação Porta-Jazz, Clube de Desenho, Coletivo Rua do Sol / Galeria do Sol, CRL – Central Elétrica, INSTITUTO, Kunsthalle Freeport, MIRA Galerias, Rampa, Sismógrafo e Sonoscopia.
Neste caso, o júri era composto pelo programador cultural José de Pina, pela curadora, investigadora e crítica de arte Júlia Rebouças e pelo historiador da arte e curador Manuel Borja Villel.
“Criado em 2017, o Criatório tem vindo a afirmar-se como um dos principais instrumentos municipais de apoio à criação e à programação artística na cidade do Porto. Ao longo de dez edições, o programa já atribuiu 239 bolsas, das quais 161 destinadas a projetos de criação e investigação e 78 a espaços de programação artística”, dá conta a autarquia em comunicado.