A Ordem dos Farmacêuticos (OF) defendeu esta segunda-feira a abertura atempada das vagas que permitam ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) integrar os cerca de 100 profissionais de saúde desta área que devem concluir a sua especialização em 2027.

“A preparação dos processos de recrutamento deve avançar o quanto antes, evitando que a ausência de perspetivas de integração leve estes farmacêuticos a procurar oportunidades noutros locais e comprometa o retorno desse investimento na qualidade dos cuidados prestados à população”, alertou o bastonário Hélder Mota Filipe, citado num comunicado da ordem.

No início do próximo ano, cerca de uma centena de farmacêuticos vão realizar as suas avaliações finais, no âmbito do primeiro ciclo da Residência Farmacêutica, uma especialização de quatro anos nas áreas das análises clínicas, da farmácia hospitalar e da genética humana.

Estes profissionais de saúde são os primeiros a concluir esta formação especializada, que arrancou em Portugal no início de 2023.

Segundo o bastonário, a conclusão deste primeiro ciclo representa um “marco para a profissão farmacêutica e para o SNS”, que deve assegurar a sua integração na respetiva carreira.

“Agora, é fundamental que o SNS antecipe a sua integração na carreira farmacêutica, valorize o investimento realizado e crie condições para reter profissionais altamente qualificados”, salientou ainda o bastonário, para quem “não faz sentido” investir recursos públicos na formação de profissionais altamente qualificados sem assegurar condições para que permaneçam nos serviços onde são necessários.

Perante isso, a OF adiantou que a Ordem defende a necessidade de abrir, com a devida antecedência, vagas na carreira que permitam integrar estes novos especialistas no SNS.

Atualmente, mais de 500 farmacêuticos frequentam a Residência Farmacêutica, distribuídos pelas três áreas de especialização.