O Tribunal Regional de Lublin, na Polónia, condenou, esta segunda-feira, Vitali S., um cidadão bielorrusso de 28 anos, a três anos e meio de prisão, avança a agência de notícias polaca PAP. É acusado de preparar um ato de sabotagem na Polónia a mando de um “serviço secreto estrangeiro”.
O homem de 28 anos foi também condenado ao pagamento de uma multa de 1.500 zlotys (343 euros) e viu os seus direitos públicos revogados durante um período de nove anos. O bielorrusso também foi acusado de posse de drogas, mais concretamente de 4,6 gramas de cocaína, maconha e haxixe, refere o jornal regional polaco Dziennik Wschodni.
O julgamento foi feito à porta fechada e o processo declarado em segredo de justiça, devido ao “interesse importante do Estado”, conforme invocado pela juíza Barbara Markowska, a pedido do procurador e da defesa. A sentença não é final e a defesa pode recorrer.
“Poderiam ser reveladas circunstâncias que, devido a um interesse importante do Estado, deveriam ser mantidas em segredo. Uma parte significativa dos materiais relevantes para este processo encontra-se também na secretaria de documentos confidenciais. Além disso, as declarações prestadas pelo arguido neste caso também têm essa natureza — dizem respeito a interesses importantes do Estado polaco, trata-se simplesmente de segurança”, referiu a juíza.
Vitali S. foi detido a 13 de agosto de 2025 e, de acordo com os procuradores, estava a preparar um incêndio num armazém alfandegário em Chełm, no leste da Polónia, a mando de um “serviço de informações estrangeiro” não identificado. O cidadão bielorrusso gravou um vídeo das instalações e recebeu um pagamento de 1.400 zlotys (320 euros) em criptomoedas pela tarefa. Terá sido recrutado através da rede social Telegram.
“No período desde uma data inicial, não determinada com exatidão, mas pelo menos de 11 de julho de 2025 até 13 de julho de 2025, em Chełm e Varsóvia, atuou a favor de um serviço de informações estrangeiro contra a República da Polónia com o objetivo de obter vantagem financeira”, referiu o procurador Waldemar Wieniawski durante a audiência, citado pelo Dziennik Wschodni.
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