O presidente da Câmara de Lisboa negou esta quarta-feira que o megaprojeto do Sport Lisboa e Benfica para transformar a zona envolvente ao Estádio da Luz tenha sido reprovado, adiantando que o processo está a seguir os trâmites normais.

“Não, o projeto não foi reprovado, o projeto está a seguir os trâmites normais daquilo que é o urbanismo na cidade de Lisboa”, afirmou Carlos Moedas (PSD), em resposta a questões do vereador do BE, Ricardo Moreira (em substituição da vereadora Carolina Serrão), na reunião pública do executivo municipal que está a decorrer esta tarde.

Em causa está uma publicação no LinkedIn do antigo diretor de comunicação do Benfica João Gabriel, em que afirma que o projeto Benfica District tinha sido chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML).

O vereador bloquista lembrou que Carlos Moedas esteve presente na apresentação do projeto urbanístico que ainda não tinha passado no crivo do urbanismo em Lisboa, em julho de 2025, “em plena campanha [para eleições] no Benfica e em pré-campanha [para a Câmara] de Lisboa”.

“Surgiram notícias contraditórias, umas dizem que o projeto foi chumbado, outras dizem que não foi chumbado, e, por isso, o senhor, que desautorizou os serviços do urbanismo – algo gravíssimo, ainda não tinha vindo aos serviços do urbanismo e já o senhor apresentava-se a dar a cara por este projeto – tem de dar uma explicação a Lisboa”, defendeu Ricardo Moreira.

Carlos Moedas garantiu que qualquer projeto que entra para análise na CML passa todos os trâmites legais e que não teve qualquer interferência no mesmo.

“Sendo de um dos maiores clubes de Portugal, que é o Benfica, é um projeto que é, para a cidade, importante no seu todo. É um projeto muito grande. Ele está a seguir aquilo que são os trâmites normais destes projetos”, salientou Carlos Moedas.

Confrontado com uma notícia publicada num jornal empunhado pelo vereador do BE, o presidente da Câmara respondeu: “Não guio a minha vida por notícias de jornais, […] se a notícia diz que o projeto foi reprovado, está errado, porque ele nem sequer ainda passou todos os trâmites”.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]