A Câmara de Santa Maria da Feira formalizou esta quarta-feira um apoio total superior a três milhões de euros para as três corporações locais de bombeiros no quadriénio 2026-2029, “mais do que duplicando” a verba que antes lhes atribuía.

Mediante protocolos de colaboração assinados esta tarde, a autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto vai assim beneficiar os bombeiros voluntários de Arrifana, da Feira e de Lourosa, que, até aqui, recebiam de subsídio-base 66.600 euros anuais cada e agora passam a dispor de 157.500 a cada 12 meses.

Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal, justifica a medida: “Os bombeiros são uma estrutura essencial de proteção e socorro no nosso concelho e esse papel tem de ser acompanhado por condições para responderem cada vez melhor”.

O autarca social-democrata realça, por isso, que o reforço financeiro agora aprovado – com efeitos retroativos a janeiro de 2026 e duração até final de 2029 – não é uma decisão pontual: “É um compromisso para quatro anos, que dá às associações maior estabilidade para planearem, investirem nos seus meios e organizarem a sua resposta”.

O subsídio-base de 157.500 euros abrange, em cada ano: 40.000 euros para criação de um piquete de intervenção permanente, 50.000 euros para a atividade geral da respetiva associação humanitária, 17.500 euros para apoio administrativo e outros 50.000 euros para aquisição, renovação e manutenção de viaturas e equipamentos.

Nesse contexto específico da frota e material técnico, Amadeu Albergaria nota, aliás, que cada corporação tem agora a possibilidade de decidir o ritmo das transferências camarárias como melhor se adeque às suas necessidades operacionais: pode receber os 50.000 euros a cada 12 meses ou, se lhe for mais conveniente para uma compra avultada, requisitar de uma só vez os correspondentes 200.000 euros do quadriénio.

Além desses 157.500 euros anuais, os bombeiros de Arrifana, Feira e Lourosa têm ainda direito a 96.500 euros a cada 12 meses para financiar a sua Equipa de Intervenção Permanente.

“Somando essas duas componentes, o apoio municipal ascende agora a 254.000 euros por ano para cada associação humanitária, ultrapassando os três milhões de euros no conjunto dos quatro anos”, sintetiza Amadeu Albergaria. “Mais do que duplicámos o apoio regular às corporações e ainda criámos financiamento específico para reforçar a sua prontidão diária”, realça.

Os apoios da Câmara Municipal não se ficam, contudo, por aí. Fora desse pacote de três milhões de euros, a autarquia poderá ainda cobrir outras despesas das corporações, nomeadamente as afetas a seguradoras e à comparticipação de obras nos quartéis – caso em que o presidente admite a possibilidade de financiar 50% do investimento em manutenção e qualificação do edificado de cada instituição, «até ao limite máximo de 500.000 euros».

De fora desses cálculos ficam igualmente os benefícios sociais atribuídos individualmente a cada bombeiro ao abrigo de um regulamento municipal específico para o efeito, de acordo com «uma política de reconhecimento e incentivo ao voluntariado que complementa o financiamento concedido às associações».

Entre essas regalias inclui-se, por exemplo, um subsídio anual de apoio à habitação, apoio jurídico e psicológico em contextos resultantes do exercício de funções, entrada gratuita em piscinas, ginásios, museus e eventos municipais, e descontos no acesso a espetáculos.

Amadeu Albergaria diz que a Câmara quer, com isto, garantir que os bombeiros locais dispõem dos “meios e condições para responderem sempre” às necessidades do território, o que considera mais do que justificado face ao seu “papel determinante na prevenção, no socorro e na salvaguarda de pessoas e bens em todo o concelho de Santa Maria da Feira”.