A Câmara Municipal de Loures e a promotora Desert Rain decidiram conjuntamente cancelar o concerto previsto para o próximo domingo no Parque Papa Francisco, em Lisboa, anunciou a autarquia.
De acordo com uma nota da Câmara Municipal de Loures, a decisão do cancelamento “surge na sequência dos comportamentos não cívicos registados após o último concerto”.
“A segurança dos participantes e das populações da envolvente é, e sempre será, uma prioridade para o município. O Parque Papa Francisco é um espaço importante para a promoção cultural e para a realização de grandes iniciativas no concelho”, refere a autarquia.
Desta forma, o município pretende continuar a valorizar o Parque “garantindo que a realização de eventos é compatível com a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida das populações da envolvente”.
Na terça-feira, a CDU de Loures exigiu a “suspensão imediata” dos eventos no Parque Papa Francisco, lembrando que a “segurança das pessoas não tem preço” e apelou à não realização do concerto previsto para domingo “por não estarem reunidas as condições de segurança para o público, para os utilizadores da EN10 e para os moradores da zona”.
A CDU Loures recordou que no domingo decorreu “mais um concerto” no Parque Papa Francisco, sublinhando ter sido “mais um dia de caos na EN10 na Bobadela devido ao número de carros aí estacionados”.
“E, infelizmente, repetiu-se o que já tinha acontecido no concerto de David Guetta no início de agosto com milhares de pessoas a acumularem-se em cima de viadutos e junto à linha do Norte”, prossegue a CDU Loures em comunicado, sublinhando que desde o início se opôs à entrega a um promotor privado “sem qualquer taxa aplicada ao mesmo, deste tipo de eventos”.
O partido lembrou também ter sido a única força política a votar contra a proposta da câmara e recordou igualmente declarações do presidente da Câmara de Loures após o concerto de David Guetta ao afirmar que a situação não se voltaria a repetir, o que não se veio a verificar.
“Eis que no passado domingo assistimos a situações ainda mais perigosas que nem a intervenção inglória dos poucos polícias presentes conseguiu travar. Gradeamentos no chão, devido à pressão de milhares de pessoas sem escapatória a tentarem libertar-se da multidão, centenas de pessoas no cais dos comboios da Linha do Norte com risco de queda para a linha e dezenas de pessoas a atravessarem a linha do comboio para conseguirem escapar à multidão como se vê nos vídeos que circulam nas redes sociais”, refere a CDU Loures.
Segundo o partido, a promoção do concelho de Loures e do Parque Papa Francisco é um objetivo comum a todas as forças políticas, “mas esta situação é de todo inaceitável e Loures não pode continuar a ser palco deste triste e perigoso espetáculo que é já imagem de marca do nosso concelho, onde a única entidade que ganha com isto é o promotor do espetáculo”.
Na página do promotor Desert Rain está publicitado um concerto do DJ alemão Boris Brejcha, que embora não tenha o local, é referido que “será um evento em formato open-air realizado numa localização secreta em Lisboa, que deverá ser revelada pela organização muito perto da data”.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]