Sharon Jacks, de 74 anos, está a processar o Hospital Geral de Selby, no Ohio, nos Estados Unidos, depois de os médicos lhe terem amputado a perna esquerda quando a cirurgia prevista era para remover a perna direita. De acordo com o The Guardian, o erro aconteceu em setembro de 2025 e acabou por deixar a mulher com uma dupla amputação, uma vez que, quatro meses mais tarde, foi submetida à operação da perna direita — num outro hospital do estado.
Residente no condado de Meigs e veterana do Exército norte-americano, a mulher tinha sido internada no hospital para uma amputação abaixo do joelho da perna direita, recomendada no âmbito do tratamento de um carcinoma espinocelular, um tipo de cancro da pele.
Segundo o processo de 32 páginas, Jacks “consentiu apenas uma cirurgia à extremidade inferior direita” e “nunca deu consentimento para a amputação da extremidade inferior esquerda”. A ação judicial acusa ainda os responsáveis de terem “agido de forma deliberada, intencional, imprudente, de má fé e com consciente desrespeito pela certeza substancial de provocar uma lesão catastrófica”.
Os registos médicos citados no processo indicam que a equipa cirúrgica realizou duas pausas de verificação, conhecidas como time-outs, antes da operação. Estas pausas servem para confirmar a identidade do doente, o procedimento previsto e o local correto da cirurgia.
De acordo com a queixa, houve “múltiplas oportunidades para identificar e corrigir o erro” antes da intervenção. “A realização de uma cirurgia na extremidade errada constituiu uma falha total dos procedimentos básicos de segurança”, lê-se no processo.
O documento afirma ainda que Jacks sofreu “lesões físicas, incapacidade permanente, dor e sofrimento, angústia emocional, humilhação, perda de qualidade de vida, despesas médicas e outros danos” na sequência do erro.
Hospital garante que responsáveis foram sancionados pelas suas ações
Em declarações à estação de televisão WBNS-TV, o hospital reconheceu que “este foi um acontecimento evitável e que os procedimentos previstos para serem cumpridos no bloco operatório não foram seguidos”.
“Os responsáveis foram sancionados pelas suas ações e já não ocupam os seus cargos. Estamos profundamente tristes com o que aconteceu e a nossa equipa continua a ter esta doente e a sua família nas nossas orações”, acrescentou a instituição.
A ação judicial pede uma indemnização por danos compensatórios, mas não especifica o montante pretendido.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]