O autor do ataque com um machado num voo da Flydubai foi identificado por várias fontes ligadas à investigação como Hamam al-Hammami, um cidadão omanita de 29 anos, escreve o jornal Haaretz.

O copiloto já tinha um historial de radicalização islamita, tendo sido suspenso em 2024, quando trabalhava noutra companhia aérea, por posse de material extremista, avança este sábado a ABC News, citando altos funcionários dos serviços de informação e da polícia.

Ainda assim, Hamam al-Hammami foi autorizado a continuar a trabalhar para a companhia aérea noutra função, disseram as mesmas fontes, tendo sido depois contratado pela Flydubai.

Al-Hammami, que foi transferido da Arábia Saudita para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira, está a cooperar com os investigadores, sendo que as declarações que prestou até ao momento indicam que a sua intenção era fazer despenhar o avião em Israel, informaram a ABC News e o The Wall Street Journal na sexta-feira, citando fontes familiarizadas com a investigação.

Procurador-geral dos EAU fala em “ataque terrorista”

O ataque, com recurso a um machado, levado a cabo pelo copiloto omanita contra o comandante do voo 1073 da Flydubai foi um “ato terrorista”, afirmou o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, à agência de notícias estatal WAM, citado pelo Times of Israel.

As companhias aéreas são geralmente obrigadas a transportar machados de emergência na cabine de comando para uso em caso de emergência, seja para quebrar uma janela ou para abrir um painel, por exemplo. Terá sido esse objeto a arma utilizada pelo copiloto para atacar o comandante indiano Smit Machchhar, que sobreviveu mas ficou em estado grave.

As investigações estão em curso para determinar as circunstâncias do incidente e os motivos do ataque, bem como para examinar as provas físicas e digitais em torno do incidente, disse Hamad Saif Al Shamsi.