A ideia de colocar portagens na Marginal, entre Lisboa e Cascais, foi assumida esta quarta-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais como um possível mecanismo de financiamento para obras na Estrada Nacional 6.

Em declarações à TVI/CNN, Nuno Piteira Lopes realçou que a assunção da competência de gestão da Marginal pela autarquia abre a possibilidade de “poder vir a aplicar uma portagem”, mas esclareceu que “os munícipes de Cascais não iriam obviamente pagar essa portagem”.

Em causa, segundo a autarquia, está a necessidade de vários melhoramentos na infraestrutura, designadamente a continuação do corredor central até Carcavelos, a construção de uma rotunda na saída da Parede, e a instalação de radares e videovigilância.

Mesmo com um cenário de portagens que não é consensual em Cascais, o autarca destacou a importância de reduzir também a dependência do automóvel naquela área e incrementar a aposta no transporte ferroviário.

“A linha de Cascais, que teve um investimento como há décadas nunca teve na infraestrutura, estando os comboios para chegar, e estando anunciado pelo senhor ministro das Infraestruturas que irá haver um concurso para uma possível privatização da gestão da linha, eu acredito que será possível retirarmos cada vez mais utentes do transporte individual para o comboio“, complementou o social-democrata Nuno Piteira Lopes, que sucedeu há cerca de um ano a Carlos Carreiras na liderança da autarquia de Cascais.

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