Andy Burnham vai defender esta segunda-feira, no Parlamento, uma aproximação à União Europeia (UE), argumentando que não procurar um acordo melhor com o bloco seria “uma grave falha de responsabilidade”. O primeiro-ministro britânico quer que os deputados reconheçam as falhas provocadas pelo Brexit e apoiem uma relação mais próxima com a Europa para estimular o crescimento económico e combater a imigração ilegal.

De acordo com o The Guardian, Burnham deverá defender que o Reino Unido não pode desperdiçar oportunidades de cooperação com a UE. O chefe do Governo considera que manter a situação atual já não é suficiente e pretende uma avaliação “calma e realista” da relação entre as duas partes, apelando a uma abordagem pragmática por parte dos deputados.

Uma fonte de Downing Street afirmou ao mesmo jornal que Burnham compreende por que razão alguns políticos não querem reconhecer que o Brexit não produziu os resultados prometidos. “Mas chegou o momento de ter uma conversa diferente sobre aquilo que deve ser a nossa relação a longo prazo. Manter a situação atual e não trabalhar incansavelmente para garantir um bom acordo que impulsione o crescimento seria uma grave falha de responsabilidade“, acrescentou a fonte.

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A declaração surge na véspera de uma cimeira entre o Reino Unido e a UE e no mesmo dia em que os deputados vão debater, em Westminster Hall, uma petição que pede a reintegração britânica no bloco europeu. A iniciativa reuniu mais de 111 mil assinaturas.

Primeiro-ministro britânico admite regresso do Reino Unido à UE: “O Brexit causou mais mal do que bem”

A posição de Burnham representa uma mudança de tom em relação ao seu antecessor, Keir Starmer, que excluía o regresso ao mercado único ou à união aduaneira. Na conferência do Partido Trabalhista, realizada no mês passado, em Liverpool, o atual primeiro-ministro defendeu que o Brexit causou mais prejuízos do que benefícios e prometeu reavaliar a relação de longo prazo do Reino Unido com a UE, admitindo opções que incluem a reintegração no bloco.