O Turismo de Portugal financiou com 210.000 euros três primeiros contratos de financiamento no âmbito da linha de apoio à criação e qualificação de refúgios climáticos, em Lisboa, Trancoso e Praia da Mira, foi anunciado.
Estes contratos são destinados a projetos nas freguesias de Arroios, em Lisboa, Valdujo, no concelho de Trancoso, e Praia de Mira, concelho de Mira. As intervenções representam um investimento que ultrapassa os 282.000 euros.
“O Turismo de Portugal formalizou hoje os três primeiros contratos de financiamento no âmbito da linha de apoio à criação e qualificação de refúgios climáticos, num montante global de 210.000 euros”, anunciou a entidade, em comunicado.
Segundo a mesma nota, os três projetos visam qualificar espaços públicos, através do reforço de áreas verdes, da criação de zonas de descanso e da instalação de soluções que reduzam o impacto das temperaturas elevadas.
A freguesia de Arroios vai criar um refúgio climático na envolvente do Mercado do Forno do Tijolo, num investimento de 74.592,77 euros, com um apoio de 59.674,22 euros do Turismo de Portugal.
Por sua vez, a freguesia de Valdujo vai qualificar a área de serviço para autocaravanas e o espaço de lazer envolvente, com um investimento de 93.743,27 euros, sendo 74.994,62 euros apoiados.
Já o projeto Praia da Mira Stay Cool prevê a criação de três espaços – Jardim Mar, Largo Calcinhas e Varanda Verde –, num investimento de 113.867,12 euros, com 75.000 euros de apoio.
“Os refúgios climáticos são uma resposta concreta aos desafios que as alterações climáticas colocam aos territórios e à forma como vivemos e visitamos os nossos destinos. Através deste apoio, o Turismo de Portugal pretende contribuir para a criação de espaços públicos mais verdes, acessíveis e preparados para os períodos de maior calor, promovendo a qualidade de vida das comunidades e melhores condições de acolhimento para quem nos visita”, afirmou, citado na mesma nota, o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.
Os refúgios climáticos são espaços de acesso gratuito e sem obrigação de consumo, abertos, pelo menos, entre as 11h00 e as 17h00, nos dias de maior calor.
Estes espaços têm de disponibilizar lugares sentados e acesso a água potável, para além de assegurar o conforto térmico.