Um início mau, uma entrada na segunda parte ainda pior, uma reação nos dez minutos finais que já chegou tarde. No limite, recordando que Miguel Rocha ainda teve um livre direto falhado, Portugal até poderia ter saído com pontos do duelo ibérico frente à Espanha mas foi demasiado tarde para impedir uma derrota que “hipotecou” as hipóteses de chegar ainda ao primeiro lugar do grupo A, com tudo o que isso poderia trazer depois de vantagem no emparelhamento a partir dos quartos. Agora, apenas 24 horas depois, seguia-se novo teste de peso diante da Itália, que após perder com a Espanha por 3-2 conseguiu golear a Suíça.
“Não entrámos como queríamos, nem fomos agressivos da forma como teríamos de ser. Isso foi corrigido ao intervalo, acabámos por ter uma segunda parte bastante melhor do que a primeira e é um exemplo que temos de retirar para o resto do Mundial. Mesmo assim, chegámos ao fim e um ou dois golos não faziam grande diferença, daí o risco da nossa parte. Tentámos tudo. Não ficámos satisfeitos com o resultado, mas sim com a entrega e com aquilo que vamos tirar para o resto da prova”, assumiu Reinaldo Ventura, selecionador que pretendia ver uma resposta frente ao conjunto transalpino para segurar o segundo lugar.
“Devemos tirar sempre a parte positiva do jogo e aprender com a negativa, para que não volte a acontecer. Temos de potenciar o que fizemos bem, amanhã é outro dia. Agora segue-se um jogo que temos de ganhar, queremos isso mesmo. Entramos sempre com esse objetivo. Vamos entrar muito focados, num jogo difícil, com uma equipa muito pragmática. Sabe o que está a fazer dentro de campo em todos os momentos. Vamos tentar de todas as formas entrar de forma agressiva para conseguir ganhar o jogo”, frisara o técnico.
Com o grupo B teoricamente definido antes da última ronda, com França e Argentina nos dois primeiros lugares e Angola e Chile a discutirem entre si quem poderia terminar na terceira posição, todas as atenções esta quarta-feira estavam apontadas para o duelo entre Portugal e Itália, com o segundo posto em discussão para um provável encontro nas meias-finais contra o vencedor do grupo B, a França. E era a isso que os dois conjuntos apontavam a mira, perante a presença garantida da Espanha como líder do grupo A.
E se Reinaldo Ventura pediu, Reinaldo Ventura teve. Portugal teve a entrada mais forte em pista de todo este Mundial em Assunção, inaugurando o marcador por Miguel Rocha num lance em que aproveitou bem uma “cortina” em zona central para marcar de meia distância (6′) antes do 2-0 de Luís Querido após assistência de Zé Miranda (15′). Com Xano Edo a brilhar na baliza sempre que foi chamado à ação, o conjunto nacional foi percebendo algumas dificuldades defensivas dos transalpinos e aproveitou para praticamente fechar o triunfo ainda na primeira parte, com Gonçalo Alves a fazer o 3-0 de penálti (16′) e Hélder Nunes a marcar o 4-0 aproveitando um ressalto depois de um remate de Carlitos (20′). Pelo meio, Portugal não aproveitou uma situação de power play após cartão azul a Diquigiovanni por atingir João Rodrigues com o stick na área (16′) mas Xano Edo também conseguiu travar um penálti de Checco Compagno (22′).
Portugal ???????? goleou a Itália por 4-0 e termina a fase de grupos do Mundial de hóquei em patins no 2.º lugar. pic.twitter.com/SgyoeGWrET
— Cabine Desportiva (@CabineSport) October 14, 2026
No segundo tempo, que teve outra situação de power play sem golos pelo cartão azul a Morgan Antonioni, o ritmo da partida diminuiu e Portugal foi tentando sobretudo gerir a vantagem que trazia dos 25 minutos iniciais, fazendo rodar toda a equipa mantendo a baliza a zeros como tinha acontecido no jogo inaugural do Mundial frente à Suíça (10-0). Assim, e quando falta ainda jogar o Chile-Argentina do grupo B, tudo aponta para que a Seleção, que terminou o grupo A na segunda posição, defronte a equipa de Angola, que conseguiu travar a França com um invulgar nulo. Confirmando-se esse emparelhamento, e em caso de vitória, Portugal deverá ter pela frente os gauleses, que jogam com a Suíça, nas meias-finais da prova.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]