Um museu neozelandês divulgou novas evidências fotográficas da ilha onde se suspeita terá morrido a aviadora americana Amelia Earhart. As imagens datam de 1938, o ano que sucedeu ao desaparecimento da célebre piloto de aviões e do respetivo copiloto, Fred Noonan, a 2 de julho de 1937 — quando tentavam completar uma volta ao mundo de avião.
O conjunto de 47 fotografias a preto e branco foi tornado público pelo Museu da Força Aérea da Nova Zelândia no respetivo website, após sucessivos pedidos de pessoas interessadas num dos maiores mistérios do século XX. O responsável pelas fotografias do museu localizado na cidade de Christchurch, Mattew O’Sullivan, terá descoberto os negativos há mais de dez anos.
As imagens aéreas foram capturadas a bordo de um avião anfíbio durante uma missão que visava identificar locais viáveis para construir bases aéreas neozelandesas. Ric Gillespie, um dos investigadores mais relevantes do caso e diretor executivo do The Earhart Project — uma iniciativa “que testa a hipótese de que Amelia Earhart e Fred Noonan aterraram e posteriormente morreram na Ilha de Gardener, agora Nikumaroro” — descreveu as evidências como “uma mina de ouro”.
O Grupo Internacional para a Recuperação de Aeronaves Históricas (THIGAR, na sigla em inglês) acrescenta que “este novo recurso de pesquisa é uma cápsula do tempo que nos permite explorar a ilha como era há 75 anos“. “Vamos procurar possíveis vestígios de destroços de aeronaves no recife e na praia”, acrescenta o comunicado disponível no site — que data de 2013. À época, as imagens já eram conhecidas, mas não tinham sido divulgadas por fontes oficiais, pelo que circulavam na internet com baixa qualidade.
Dias antes da divulgação das fotos, teve início uma nova missão financiada pela Universidade de Purdue (situada em Indianápolis, Indiana), com o objetivo de identificar um objeto visível em imagens de satélite — e que alguns estudiosos pensam corresponder aos destroços do avião Lockheed Model 10-E Electra.
A operação em curso em Nikumaroro começou no passado dia 14 de outubro, liderada pelo arqueólogo Rick Pettigrew. Apesar do ceticismo de outros investigadores, como o já mencionado Ric Gillespie, a nova missão mobiliza tecnologias de deteção de metais para procurar aquilo que resta da aeronave que transportou Earhart e Noonan em 1937. Ainda não foram divulgadas conclusões, uma vez que as condições meteorológicas adversas atrasaram os procedimentos da investigação.
Nas últimas mensagens via rádio que Earhart transmitiu antes de desaparecer, a aviadora avançou que a aeronave Lockheed Electra que tripulava tinha pouco combustível. As autoridades suspeitam que a aviadora, com 39 anos na data do desaparecimento, se despenhou em Nikumaroro (que à época se denominava Ilha de Gardner), a perto de 650 quilómetros de distância a sul do destino planeado, a Ilha de Howland, situada no meio do Oceano Pacífico.
Os investigadores do caso supõem que Earhart sobreviveu durante um breve período de tempo, enquanto bebia água da chuva e se alimentava de peixe e tartarugas. Estas conclusões resultam de vestígios de permanência humana na ilha desabitada, onde foi encontrado um frasco de produto cosmético, que se acredita ter pertencido à aviadora.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]