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As eleições legislativas em Israel, marcadas para a próxima terça-feira, 27 de outubro, podem resultar num impasse. A coligação de partidos que apoia o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, não deverá conseguir obter maioria absoluta. No entanto, o bloco da oposição também não deverá eleger deputados suficientes para a maioria, mostram as últimas sondagens, citadas pelo Times of Israel.

Uma sondagem do canal 13 concluiu que o chamado “bloco da mudança” — que concentra vários partidos de oposição a Netanyahu — deverá eleger 54 deputados, enquanto a coligação de partidos leais ao atual primeiro-ministro deverá eleger 50 deputados. Em ambos os casos abaixo do limiar da maioria absoluta, que apenas se atinge com 61 mandatos. Os partidos árabes deverão preencher 16 lugares.

Neste estudo de opinião, o Yashar, de Gadi Eisenkot (o principal rival de Netanyahu) conquistaria 22 lugares no Knesset (o Parlamento israelita), ficando o Likud, de Netanyahu, com 19 deputados. Num parlamento bastante fragmentado, o B’Yachad de Naftali Bennett ficaria com 14 lugares e os Democratas com 10.

Uma outra sondagem, do canal 12, mostra que o bloco de oposição a Netanyahu deverá eleger 56 deputados, ficando a coligação do primeiro-ministro com 50 lugares. A pesquisa atribui 23 cadeiras ao Yashar, 21 ao Likud, 15 ao B’Yachad e 10 aos Democratas.

Já a sondagem da emissora pública israelita Kan estima a eleição de 52 deputados para a coligação de oposição ao primeiro-ministro. Já o bloco de partidos que apoia Netanyahu deverá eleger 50 deputados e os partidos árabes outros 14.

A partir deste sábado, não será permitida a publicação de estudos de opinião sobre as intenções de voto para as eleições legislativas até que as sondagens à boca de urna sejam divulgadas às 22h de terça-feira.