A PSP tem este sábado um dispositivo policial preparado para acompanhar as manifestações pelo direito à habitação em várias cidades do país, com especial atenção em Lisboa e Porto, avançando que vai continuar a privilegiar o diálogo com os manifestantes.
Numa nota sobre o dispositivo policial para as várias manifestações que este sábado decorrem em várias cidades, a Polícia de Segurança Pública refere que a prioridade “é garantir o exercício do direito de reunião e manifestação, procurando que todas as iniciativas decorram de forma pacífica e em segurança”.
Segundo a PSP, para as manifestações estão mobilizadas valências do trânsito, para apoiar a gestão dos condicionamentos rodoviários, e equipas de intervenção rápida, estando de reserva os meios da Unidade Especial de Polícia, nomeadamente o Corpo de Intervenção e o Grupo Operacional Cinotécnico.
“A nossa atuação continuará a privilegiar o diálogo, a comunicação e a mediação com os manifestantes, numa lógica de prevenção e de gestão proporcional de eventuais ocorrências”, indica a polícia.
A PSP refere que, até ao momento, “a situação decorre com tranquilidade”, estando a polícia “a realizar uma avaliação dinâmica e contínua do risco, ajustando o dispositivo em função da evolução da situação”.
A polícia dá ainda conta que “está também a acompanhar a informação disponível em fontes abertas, incluindo no ambiente digital, de forma a melhor compreender a evolução dos acontecimentos e as intenções publicamente manifestadas, permitindo uma adequada antecipação e gestão de eventuais riscos”.
Os protestos pelo direito à habitação continuam este sábado com manifestações e assembleias populares marcadas em várias cidades do país, promovidas por movimentos cívicos, para reivindicar medidas que respondam à crise no setor.
Duas semanas após o início, no Porto, os protestos pelo direito à habitação prosseguem, cumprindo, assim, a promessa de continuar nas ruas até que o Governo deixe cair a nova lei das rendas e adote medidas como o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, a proibição de compra de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas e a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.
A proposta do Governo tem gerado forte contestação social, com protestos e acampamentos a decorrer em várias cidades.
Em 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.