A imprensa argentina noticia que Flávio Bolsonaro terá atravessado a fronteira e recorrido a um voo privado a partir da Argentina para viajar para os EUA.

Segundo o Infobae, o maior site de notícias da Argentina, o senador brasileiro terá atravessado a fronteira entre o estado brasileiro do Paraná e a província argentina de Misiones, recorrendo à sua Carteira de Identidade Nacional (o equivalente brasileiro ao Cartão de Cidadão). Já no país vizinho, terá embarcado num avião Gulfstream G400 na cidade fronteiriça de Puerto Iguazú.

O jornal online avança ainda que este voo privado terá partido às 02h00 (hora local, 05h00 em Lisboa), tendo a matrícula LV-JQW e sendo pertencente à empresa Baires Fly S.A.

Confirmando-se, esta viagem ocorre depois de o Supremo Tribunal Federal ter ordenado a Flávio Bolsonaro entregar os seus passaportes devido a um alegado risco de fuga, visto que o senador e candidato presidencial se encontra sob investigação.

Flávio Bolsonaro entrega passaportes por ordem do STF e prepara ação para anular vitória de Lula

A Folha de São Paulo adianta que a Polícia Federal está a investigar o caso, encontrando-se a rastrear diferentes pontos da fronteira entre o Brasil e a Argentina. Pelo que foi possível verificar, nota esta força policial, Bolsonaro não passou oficialmente pela fronteira, admitindo ainda assim que há formas de cruzá-la sem passar pela fiscalização fronteiriça.

Do lado argentino, também não há registo da entrada de Bolsonaro no país, aponta o G1, citando informações dadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina, o órgão federal responsável pelo controlo migratório no país. A mesma informação foi dada por um porta-voz do presidente da Argentina, Javier Milei, à agência de notícias norte-americana Bloomberg.

Entretanto, também o diretor de campanha de Bolsonaro às presidenciais, Rogério Marinho, negou ao site Metrópoles que o senador tenha abandonado o país.

A medida preventiva tomada pelo STF, foi noticiado, prende-se com o processo do qual Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são alvo, pendendo sobre os dois suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas recorrendo a alegados esquemas através de casas de apostas.

Bolsonaro publicou um vídeo esta segunda-feira onde assegurou que ia cumprir a ordem do STF e que não pretendia abandonar o país. “Quando estava a sair [da casa de Jair Bolsonaro], a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso”, refere o candidato derrotado no vídeo.