O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna adiantou esta terça-feira que, até agosto deste ano, 344 pessoas já foram interditas de entrar em recintos desportivos e, dessas, 288 foram condenadas.
“A nível nacional, e até agosto de 2026, os dados indicam-nos que existem 344 pessoas com medidas de interdição no acesso aos recintos desportivos, das quais 288 foram condenadas. Só este ano”, adiantou Paulo Simões Ribeiro.
O governante falava na abertura da quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que decorre em Viseu até quarta-feira, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).
O uso de material pirotécnico é uma “das principais causas” destas interdições e condenações, mas há outros desafios para a segurança nos recintos desportivos como “as reações entre os adeptos rivais”.
Desafios que “têm de ser combatidos para que famílias inteiras, desde crianças a pessoas mais idosas, possam aceder sem receio e em segurança” para apoiarem o seu clube.
Outro dos desafios passa pela luta contra “o crime de pirataria, em especial a contrafação de equipamento desportivo, como as camisolas dos clubes”.
O secretário de Estado disse ainda que o governo tomará uma “decisão a seu tempo, com toda a tranquilidade” sobre a entrada de álcool em recintos desportivos.
Isto, depois de assumir que já tem na sua posse os relatórios de todas as entidades envolvidas no projeto-piloto que decorreu em agosto, no Estádio Cidade de Coimbra, no jogo da Supertaça Cândido Oliveira de futebol, entre o FC Porto e o Torreense.
Com o Mundial de 2030 no horizonte, o governante sublinhou que um dos desafios também passa pela “gestão das fronteiras”, trabalho que terá de ser realizado em conjunto com outras entidades.
“O controlo das nossas fronteiras externas é uma ferramenta essencial para a segurança interna do país, mas também da União Europeia, sendo que Portugal é uma das grandes fronteiras ocidentais e estamos conscientes da nossa responsabilidade”, assumiu.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]