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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou qualquer prova ou indício de irregularidade.
“Pareceu terrível para mim. Pareceu mais uma eleição fraudulenta, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma aparência terrível”, declarou em referência ao facto de o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ter prorrogado o horário de votação por mais duas horas.
Questionado por jornalistas se faria algo sobre o assunto, Trump respondeu que gosta do Presidente brasileiro, Lula da Silva. “Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Dou-me muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha”, completou.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que foram registados 34,3 mil votos após o STF prorrogar a votação nas eleições presidenciais de domingo, na sequência de algumas cidades terem diminuído a frota de transporte público de autocarro, o que afetou o direito de os eleitores votarem. O número representa 0,03% do total dos 127,8 milhões de votos registados nas urnas eletrónicas em todo o Brasil.
Ambos os partidos pretendiam o alargamento do horário, com o Partido dos Trabalhadores (PT) a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido à falta de transporte público nalguns estados. Já o Partido Liberal (PL) pediu apenas ao TSE, por causa do mau tempo nalgumas regiões, refere a BBC Brasil.
A prorrogação do horário de votação foi usada por Flávio como argumento para dizer que não vai reconhecer o resultado das eleições, e que a medida favoreceu o seu adversário, apesar de o PL também ter pedido alargamento do horário.
Na segunda volta das presidenciais brasileiras, Lula venceu o candidato do PL por uma diferença de 4,4 milhões de votos, tendo recebido 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do candidato do PL.
Também esta segunda-feira, o presidente da câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, adversário político de Trump, felicitou Lula pela reeleição de domingo. Em conferência de imprensa, Mamdani declarou a sua “total admiração a tudo o que Lula fez pelo povo trabalhador”.
Antes, nas redes sociais lembrou o encontro que teve com Lula nos EUA, à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), ocasião em que trocaram elogios.
One month ago, I sat down with President Lula to discuss how government serving poor and working people. Weeks later, Brazil took a historic step: a 40-hour workweek, at least two days off and no cuts to pay for more than 30 million workers.
Workers fought for decades to win the…
— Mayor Zohran Kwame Mamdani (@NYCMayor) October 21, 2026
“Há um mês, sentei-me com o Presidente Lula para discutir como o Governo pode servir os pobres e trabalhadores. Semanas depois, o Brasil deu um passo histórico: uma semana de trabalho de 40 horas, pelo menos dois dias de folga e sem cortes salariais para mais de 30 milhões de trabalhadores”, escreveu.
“Os trabalhadores lutaram por décadas para conquistar a semana de trabalho de cinco dias na América. Os trabalhadores brasileiros também lutaram por esta vitória. Felicito-os por esta conquista”, realçou.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]