O polo do Centro de Formação para a Transição Energética (CTE) em Tábua, distrito de Coimbra, esta terça-feira foi inaugurado, visa promover formação que responda às necessidades do setor, num espaço que irá também acolher o Balcão de Energia.

“Este espaço partilhado afirma-se não só como um polo ligado à eficiência energética, como um braço da capacitação técnica, focado em dotar os nossos profissionais e jovens das competências operacionais exigidas pelo novo mercado da energia, desde a instalação de sistemas renováveis à auditoria de eficiência”, afirmou esta terça-feira o vereador da Câmara de Tábua com o pelouro da eficiência energética.

Durante a sessão, que decorreu esta manhã, Carlos Campos considerou que este é um “marco decisivo para o desenvolvimento sustentável” da região e disse que este polo foi trazido para o concelho com a convicção de que a transição energética “começa nas pessoas, ganha força no conhecimento e concretiza-se nos territórios”.

“A transição climática e a descarbonização não são conceitos distantes ou metas abstratas de 2050, são uma urgência do presente e, acima de tudo, uma oportunidade económica e social extraordinária para o interior do país”, referiu.

Já para o delegado regional do Centro do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), João Figueiredo, o espaço é “um exemplo” do que os territórios podem fazer na formação e inovação para dar resposta às necessidades reais do mercado de trabalho.

“A formação profissional tem de ser vista cada vez mais como um complemento que permita a integração ou o reingresso no mercado de trabalho de pessoas que ficaram desempregadas ou que procuram o primeiro emprego”, salientou.

De acordo com o responsável, o polo é “um espaço de qualificação e que vem robustecer o mercado de trabalho, em primeiro lugar, da região e, depois, também do país”, indicou, defendendo que Portugal precisa que se faça qualificação e formação das pessoas que “corresponda a quadros intermédios que o nosso tecido empresarial tanto necessita”.

João Figueiredo afirmou ainda que a integração do CTE no Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (CINEL), numa portaria publicada em Diário da República na sexta-feira, “vai permitir dar respostas ainda mais robustas e ainda mais ajustadas àquilo que são as necessidades do mercado de trabalho” do país.

O polo inaugurado em Tábua tem capacidade para 40 formandos e irá albergar ainda o Balcão de Energia, em parceria com a Agência para a Energia (Adene).

Segundo o vereador Carlos Campos, o futuro balcão funcionará como “canal de proximidade”, oferecendo aos munícipes, às empresas e às instituições locais aconselhamento técnico para candidaturas a apoios públicos, transição para o autoconsumo e otimização dos seus consumos.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Tábua, Ricardo Cruz, destacou a instalação do Balcão de Energia também como uma aposta na literacia energética dos munícipes, contribuindo para “a evolução daquilo que é a melhor escolha” que fazem em casa.

“Podem também aprender a consumir menos e, de alguma forma, também economizar”, salientou.

Ricardo Cruz apelou aos formadores para continuarem motivados a ensinar e aos formandos disse que “há necessidade do mercado de trabalho”.

“Tábua tem um dos maiores parques industriais fotovoltaicos, estamos a crescer com outras áreas e com outros projetos. Estamos inseridos na CIM [Comunidade Intermunicipal] Região de Coimbra, que somos 19 municípios, onde vamos criar também uma comunidade energética. As empresas cada vez mais olham para a fatura e percebem que têm de reduzir e tornar-se autossustentáveis e vão ser necessários recursos humanos para que saibam também operar”, notou.